segunda-feira, 30 de novembro de 2009

O TEXTO QUE FALTA – TEXTOS SOBRE O DOMINGO


Porque é que tantas pessoas vão à igreja ao Domingo em vez do Sábado que Jesus guardou? Deus transferiu a bênção do sétimo dia da semana para o Domingo depois de Jesus ter morrido se é assim a Bíblia deve falar disso.
Como cristãos queremos ter a nossa fé firmada na Bíblia. Vamos ler todas as passagens que mencionam o Domingo, o primeiro dia da semana, para ficarmos a saber o que a Bíblia nos diz sobre a alteração do Sábado para o Domingo. Se houve uma alteração da parte de Jesus ou dos apóstolos devemos encontrá-la na Bíblia. Se estiver na Bíblia então queremos segui-la. Se não estiver na Bíblia então não a queremos. Existem exactamente oito textos que mencionam o primeiro dia da semana.
1º Texto:
Mateus 28:1: “No fim do sábado, quando já despontava o primeiro dia da semana, Maria Madalena e a outra Maria foram ver o sepulcro.”
Mateus escreveu seis anos depois de Jesus ter morrido na cruz e não mencionou nenhuma alteração. Ele apenas regista que quando o Sábado terminou e o primeiro dia da semana começou, as mulheres foram ao túmulo de Jesus.
2º Texto:
Lucas 24:1-4: “Mas já no primeiro dia da semana, bem de madrugada, foram elas ao sepulcro, levando as especiarias que tinham preparado. E acharam a pedra revolvida do sepulcro. Entrando, porém, não acharam o corpo do Senhor Jesus. E, estando elas perplexas a esse respeito, eis que lhes apareceram dois varões em vestes resplandecentes.”
Mais uma vez estes textos apenas dizem que as mulheres foram ao túmulo de Jesus no Domingo de manhã, levando especiarias para perfumar o corpo de Jesus. Elas ficaram chocadas e muito surpreendidas quando descobrem que o Seu corpo já não está lá.
3º Texto:
Marcos 16:1-4: “Ora, passado o sábado, Maria Madalena, Maria, mãe de Tiago, e Salomé, compraram aromas para irem ungi-lo. E, no primeiro dia da semana, foram ao sepulcro muito cedo, ao levantar do sol. E diziam umas às outras: Quem nos revolverá a pedra da porta do sepulcro? Mas, levantando os olhos, notaram que a pedra, que era muito grande, já estava revolvida.”
Marcos escreve 10 anos depois da morte de Jesus e ele também não diz nada acerca da mudança. Conta a mesma história que os outros escritores do evangelho. As mulheres não conseguiram terminar as cerimónias fúnebres na Sexta-feira antes do Sábado começar, portanto elas descansaram no Sábado e voltaram no Domingo de manhã para terminar.
4º Texto:
Marcos 16:9-11: “[Ora, havendo Jesus ressurgido cedo no primeiro dia da semana, apareceu primeiramente a Maria Madalena, da qual tinha expulsado sete demónios. Foi ela anunciá-lo aos que haviam andado com ele, os quais estavam tristes e chorando; e ouvindo eles que vivia, e que tinha sido visto por ela, não o creram.”
Este texto diz-nos que Jesus ressuscitou no Domingo de manhã. Maria Madalena foi a primeira a vê-l´O. Ela correu a contar as boas notícias aos discípulos. Eles acreditaram nela? Não.
Na realidade, se formos a João 20, podemos ler o que Jesus disse a Maria quando Ele lhe apareceu na manhã da ressurreição.
João 20:11-18: “Maria, porém, estava em pé, diante do sepulcro, a chorar. Enquanto chorava, abaixou-se a olhar para dentro do sepulcro, e viu dois anjos vestidos de branco sentados onde jazera o corpo de Jesus, um à cabeceira e outro aos pés. E perguntaram-lhe eles: Mulher, por que choras? Respondeu-lhes: Porque tiraram o meu Senhor, e não sei onde o puseram. Ao dizer isso, voltou-se para trás, e viu a Jesus ali em pé, mas não sabia que era Jesus. Perguntou-lhe Jesus: Mulher, por que choras? A quem procuras? Ela, julgando que fosse o jardineiro, respondeu-lhe: Senhor, se tu o levaste, dize-me onde o puseste, e eu o levarei. Disse-lhe Jesus: Maria! Ela, virando-se, disse-lhe em hebraico: Raboni! - que quer dizer, Mestre. Disse-lhe Jesus: Deixa de me tocar, porque ainda não subi ao Pai; mas vai a meus irmãos e dize-lhes que eu subo para meu Pai e vosso Pai, meu Deus e vosso Deus. E foi Maria Madalena anunciar aos discípulos: Vi o Senhor! - e que ele lhe dissera estas coisas.”
Na sua primeira conversa após a ressurreição, Ele não menciona uma mudança nem nos dá instruções para guardarmos o Domingo em honra da ressurreição.
5º Texto: João 20.
João 20:1: “No primeiro dia da semana Maria Madalena foi ao sepulcro de madrugada, sendo ainda escuro, e viu que a pedra fora removida do sepulcro.”
João escreve 60 anos depois da morte de Jesus e também não nos diz nada acerca da alteração. Ele diz o mesmo que os outros.
6º Texto:
João 20:19: “Chegada, pois, a tarde, naquele dia, o primeiro da semana, e estando os discípulos reunidos com as portas cerradas por medo dos judeus, chegou Jesus, pôs-se no meio e disse-lhes: Paz seja convosco.”
Alguns dizem com base neste texto que os discípulos estavam a guardar o primeiro Domingo, reunidos para adorar o Senhor ressuscitado. Mas repare no que este texto realmente diz. Eles estavam reunidos ali “com medo dos judeus.” Eles tinham medo de ser os próximos a ser mortos. (Marcos 16:14).
7º Texto:
1ª Coríntios 16:1-3: “Ora, quanto à coleta para os santos fazei vós também o mesmo que ordenei às igrejas da Galiléia. No primeiro dia da semana cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o, para que se não façam coletas quando eu chegar. E, quando tiver chegado, mandarei os que por carta aprovardes para levar a vossa dádiva a Jerusalém.”
Há quem diga que este texto fala de uma oferta que é levada à igreja ao Domingo de manhã. Mas o texto não diz isso. Repare que o texto diz: “cada um de vós ponha de parte o que puder ajuntar”. O original em grego diz: “que cada um ponha de parte e guarde em casa”; “cada um de vós ponha de parte o que puder, conforme tiver prosperado, guardando-o” (João Ferreira de Almeida Actualizada); Não era uma ordem para levar as ofertas à igreja, mas para as juntar em casa ao Domingo.
Que oferta era este e o que estava a acontecer em Jerusalém? Veja os textos:
Actos 11:27-29: “Naqueles dias desceram profetas de Jerusalém para Antioquia; e levantando-se um deles, de nome Ágabo, dava a entender pelo Espírito, que haveria uma grande fome por todo o mundo, a qual ocorreu no tempo de Cláudio. E os discípulos resolveram mandar, cada um conforme suas posses, socorro aos irmãos que habitavam na Judeia.” Havia fome em Jerusalém.
Romanos 15:25-28: “Mas agora vou a Jerusalém para ministrar aos santos. Porque pareceu bem à Macedónia e à Acaia levantar uma oferta fraternal para os pobres dentre os santos que estão em Jerusalém. Isto pois lhes pareceu bem, como devedores que são para com eles. Porque, se os gentios foram participantes das bênçãos espirituais dos judeus, devem também servir a estes com as materiais. Tendo, pois, concluído isto, e havendo-lhes consignado este fruto, de lá, passando por vós, irei à Espanha.” Esta oferta era destinada a ajudar os cristãos em Jerusalém que estavam a passar por um período de escassez.
Não há nada em 1 Coríntios 16 que nos diga que o Sábado foi alterado. Os cristãos encontravam-se em casa a juntar comida e dinheiro para enviar a Jerusalém onde havia pessoas a passar necessidades.
8º Texto:
Actos 20:7-11: “No primeiro dia da semana, tendo-nos reunido a fim de partir o pão, Paulo, que havia de sair no dia seguinte, falava com eles, e prolongou o seu discurso até a meia-noite. Ora, havia muitas luzes no cenáculo onde estávamos reunidos. E certo jovem, por nome Êutico, que estava sentado na janela, tomado de um sono profundo enquanto Paulo prolongava ainda mais o seu sermão, vencido pelo sono caiu do terceiro andar abaixo, e foi levantado morto. Tendo Paulo descido, debruçou-se sobre ele e, abraçando-o, disse: Não vos perturbeis, pois a sua alma está nele.”
Este texto é muitas vezes apontado como prova de que os discípulos adoravam o Domingo já que eles estavam a partir o pão e a pregar. Vamos ver alguns pormenores deste texto.
Em primeiro lugar, pregar e partir o pão não é característica dum dia santo. Eu já parti o pão de santa ceia e já ouvi e preguei ao Domingo. Partir o pão não significa que estavam a realizar em serviço de comunhão. Vamos confirmar:
Actos 2:46 “E, perseverando unânimes todos os dias no templo, e partindo o pão em casa, comiam com alegria e singeleza de coração.” Eles partiam o pão todos os dias e não apenas ao Domingo.
Actos 27:33-35:”Enquanto amanhecia, Paulo rogava a todos que comessem alguma coisa, dizendo: É já hoje o décimo quarto dia que esperais e permaneceis em jejum, não havendo provado coisa alguma. Rogo-vos, portanto, que comais alguma coisa, porque disso depende a vossa segurança; porque nem um cabelo cairá da cabeça de qualquer de vós. E, havendo dito isto, tomou o pão, deu graças a Deus na presença de todos e, partindo-o começou a comer.”
Paulo partia o pão com aqueles que não eram crentes. Isso significa que estavam a tomar uma refeição.
Em segundo lugar, este evento, na realidade, teve lugar num Sábado à noite e não num Domingo de manhã como muitos pensam. Repare que Paulo pregou até à meia-noite, havia muitas luzes (estava escuro lá fora), Eutico adormeceu (já era muito tarde), e Paulo pregou até ao nascer do dia e depois saiu de viagem.
Esta era definitivamente a parte escura do primeiro dia da semana, que seria Sábado à noite (Génesis 1:5,8). Paulo pregou no Sábado à noite e saiu de viagem no Domingo de manhã. Ele não foi à igreja no Domingo de manhã! Este texto contesta a guarda do Domingo uma vez que Paulo parte para uma longa viagem no Domingo de manhã e não santifica este dia.
E os outros textos que dizem que a lei foi pregada na cruz?
Estudámos estes textos (pode encontrá-los neste BLOG). Realçamos com evidências bíblicas que a lei que foi pregada na cruz foi a lei cerimonial dos sacrifícios. Como Jesus morreu como o verdadeiro sacrifício, já não precisamos de fazer sacrifícios nem de guardar os Sábados anuais tais como a Páscoa.
O outro texto que alguns usam para apoiar a guarda do Domingo;
9ª Texto:
Romanos 14:5,6: “Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente convicto em sua própria mente. Aquele que faz caso do dia, para o Senhor o faz. E quem come, para o Senhor come, porque dá graças a Deus; e quem não come, para o Senhor não come, e dá graças a Deus.”
Aqui não diz que o Sábado do quarto mandamento foi alterado. Este capítulo trata de um problema, da igreja primitiva, entre os judeus cristãos e os gentios convertidos por causa da comida que era sacrificada aos ídolos e dos dias santos da lei cerimonial de Moisés (ver 1 Coríntios 8:4-12 e Actos 15:1,2,19-21). Paulo ensinou que as pessoas não se deviam preocupar com as leis cerimoniais tais como a circuncisão, mas que deviam guardar os mandamentos (incluindo o Sábado). (Ler 1 Coríntios 7:19 numa tradução moderna). Paulo guardava o Sábado (Actos 17:2, 18:4).
Pesquisámos no Novo Testamento à procura de um texto claro que nos indicasse que o sétimo dia, o Sábado, foi alterado para o Domingo. Se esta informação de grande importância estivesse na Bíblia seria de esperar uma mudança. Os judeus mantiveram a santificação do Sábado durante séculos. Uma mudança desta magnitude seria um assunto que causaria um debate aceso. (Semelhante ao debate acerca da circuncisão. Actos 15). Mas só encontramos silêncio.
Existe apenas uma mudança registada na Bíblia e que se encontra em Daniel 7:25: “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.”
Enquanto a ponta pequena tem tentado mudar os tempos e a lei de Deus, podemos estar confiantes nas palavras que se encontram:
Malaquias 3:6: “Pois eu, o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois consumidos.”
Hebreus 13:8:”Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente.”
Neste mundo em constante mudança, Jesus não muda. Podemos estar seguros e sentirmo-nos bem seguindo Jesus e a Bíblia. Com ela nunca nos enganamos. Vamos agradecer-Lhe pela Sua graça sempre constatne.

A ALIMENTAÇÃO NO CONTEXTO PROFÉTICO

O nosso estudo de hoje vai explorar o que a Bíblia diz acerca de como devemos viver para Deus nos últimos dias. Vamos começar o nosso estudo.

Daniel 1:8-20
8 Daniel, porém, propôs no seu coração não se contaminar com a porção das iguarias do rei, nem com o vinho que ele bebia; portanto pediu ao chefe dos eunucos que lhe concedesse não se contaminar.
9 Ora, Deus fez com que Daniel achasse graça e misericórdia diante do chefe dos eunucos.
10 E disse o chefe dos eunucos a Daniel: Tenho medo do meu senhor, o rei, que determinou a vossa comida e a vossa bebida; pois veria ele os vossos rostos mais abatidos do que os dos outros jovens da vossa idade? Assim poríeis em perigo a minha cabeça para com o rei.
11 Então disse Daniel ao despenseiro a quem o chefe dos eunucos havia posto sobre Daniel, Hananias, Misael e Azarias:
12 Experimenta, peço-te, os teus servos dez dias; e que se nos dêem legumes a comer e água a beber.

13 Então se examine na tua presença o nosso semblante e o dos jovens que comem das iguarias reais; e conforme vires procederás para com os teus servos.
14 Assim ele lhes atendeu o pedido, e os experimentou dez dias.
15 E, ao fim dos dez dias, apareceram os seus semblantes melhores, e eles estavam mais gordos do que todos os jovens que comiam das iguarias reais.
16 Pelo que o despenseiro lhes tirou as iguarias e o vinho que deviam beber, e lhes dava legumes.
17 Ora, quanto a estes quatro jovens, Deus lhes deu o conhecimento e a inteligência em todas as letras e em toda a sabedoria; e Daniel era entendido em todas as visões e todos os sonhos.
18 E ao fim dos dias, depois dos quais o rei tinha ordenado que fossem apresentados, o chefe dos eunucos os apresentou diante de Nabucodonozor.
19 Então o rei conversou com eles; e entre todos eles não foram achados outros tais como Daniel, Hananias, Misael e Azarias; por isso ficaram assistindo diante do rei.
20 E em toda matéria de sabedoria e discernimento, a respeito da qual lhes perguntou o rei, este os achou dez vezes mais doutos do que todos os magos e encantadores que havia em todo o seu reino.
Quando era jovem, Daniel enfrentou um teste que influenciou o resto da sua vida. Daniel recusou-se a comer a comida do rei e escolheu seguir a dieta da Bíblia para ter boa saúde. Ele estava rodeado de influências pagãs e sabia que tinha de manter a sua mente e o seu corpo fortes, seguindo o que a Bíblia diz acerca da comida.

Daniel é um bom exemplo para nós. Vivemos numa Babilónia espiritual. Ter um corpo saudável e uma mente clara fomenta a espiritualidade. Hoje queremos estudar o que Daniel sabia acerca dos segredos da Bíblia relativamente à saúde.

Tenho a certeza que a decisão de Daniel foi influenciada pelo que lemos em: Êxodo 15:26 “Dizendo: Se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é recto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara.”
Deus prometeu a Israel que se eles obedecessem às Suas instruções relacionadas com a saúde, eles não contrairiam as doenças dos egípcios. As autópsias feitas às múmias egípcias revelam que os egípcios morriam das mesmas doenças que afectam hoje as pessoas: doenças do coração, cancro, etc.

Aqui temos outra promessa que Deus fez.
Êxodo 23:25 “Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades.”
Se eles Lhe obedecessem Ele eliminaria as suas doenças. Estas promessas estão baseadas no facto de Deus abençoar o Seu povo com o conhecimento de que necessitamos para manter a saúde.. deus é o nosso Criador e sabe o que é preciso para manter o nosso corpo saudável. Vamos ver a instrução original dada à humanidade.

Génesis 1:29 “Disse-lhes mais: Eis que vos tenho dado todas as ervas que produzem semente, as quais se acham sobre a face de toda a terra, bem como todas as árvores em que há fruto que dê semente; ser-vos-ão para mantimento.”
A dieta original do homem era composta por frutas, frutos secos, sementes e vegetais. É interessante ver que a ciência médica provou que as pessoas que seguem este regime alimentar bíblico contraem metade das doenças que as outras pessoas.

Houve uma mudança na dieta da humanidade por altura do dilúvio. Vamos ver:
Génesis 9:1-5
1 Abençoou Deus a Noé e a seus filhos, e disse-lhes: Frutificai e multiplicai-vos, e enchei a terra.
2 Terão medo e pavor de vós todo animal da terra, toda ave do céu, tudo o que se move sobre a terra e todos os peixes do mar; nas vossas mãos são entregues.
3 Tudo quanto se move e vive vos servirá de mantimento, bem como a erva verde; tudo vos tenho dado.
4 A carne, porém, com sua vida, isto é, com seu sangue, não comereis.
5 Certamente requererei o vosso sangue, o sangue das vossas vidas; de todo animal o requererei; como também do homem, sim, da mão do irmão de cada um requererei a vida do homem.
Como o Dilúvio destruiu toda a vegetação, Deus permitiu que o Homem comesse carne. Mas isso acarretava duas condições. Iria encurtar a vida do Homem e era proibido consumir o sangue (v. 4,5). A média de idades antes do Dilúvio era 912 anos, mas depois do Dilúvio desceu para 317 em todas as gerações. (Isto deve-se à mudança de dieta e do ambiente. Uma dieta com alto teor de proteínas, como a dieta à base de carne, acelera o processo de envelhecimento.)

Repare que Deus lhes disse para não comerem o sangue. (Génesis 9:4) O sangue transporta todas as impurezas presentes no corpo.

Quando os gentios se converteram ao cristianismo eles também foram instruídos a não comerem sangue.
Actos 15:20 “Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue.”
Repare que esta indicação não era apenas um requisito judeu. Foi dado a Noé muito antes dos judeus e depois foi repetido aos gentios depois da morte de Jesus. É uma informação prática para manter boa saúde.

Existe outro aspecto interessante na história do Dilúvio.
Génesis 7:1-3
1 Depois disse o Senhor a Noé: Entra na arca, tu e toda a tua casa, porque tenho visto que és justo diante de mim nesta geração.
2 De todos os animais limpos levarás contigo sete e sete, o macho e sua fêmea; mas dos animais que não são limpos, dois, o macho e sua fêmea;
3 Também das aves do céu sete e sete, macho e fêmea, para se conservar em vida sua espécie sobre a face de toda a terra.

Os animais limpos entraram na arca aos pares de sete. Os animais imundos entraram só aos pares, apenas macho e fêmea. Porquê esta diferença? Estes animais foram salvos para repovoarem a Terra depois do Dilúvio.

Veja o que aconteceu aos animais limpos depois do Dilúvio. Génesis 8:20,21.
20 Edificou Noé um altar ao Senhor; e tomou de todo animal limpo e de toda ave limpa, e ofereceu holocaustos sobre o altar.
21 Sentiu o Senhor o suave cheiro e disse em seu coração: Não tornarei mais a amaldiçoar a terra por causa do homem; porque a imaginação do coração do homem é má desde a sua meninice; nem tornarei mais a ferir todo vivente, como acabo de fazer.
Deus permitiu que o Homem sacrificasse e comesse os animais limpos. É por isso que eles tinham de ter 14 de cada um. Mas eles não sacrificaram nem comeram os animais imundos. Se o tivessem feito, eles teriam sido extintos.

Esta instrução foi dada a Noé muito tempo antes dos judeus existirem. Portanto estas leis não são apenas judaicas. Noé sabia o que era um animal limpo. Depois dos judeus terem passado centenas de anos como escravos nos Egipto, Deus teve de os reeducar para que soubessem ver a diferença. Podemos ler isso em Levíticos 11:1-8.

1 Falou o Senhor a Moisés e a Arão, dizendo-lhes:
2 Dizei aos filhos de Israel: Estes são os animais que podereis comer dentre todos os animais que há sobre a terra:
3 dentre os animais, todo o que tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, o que rumina, esse podereis comer.
4 Os seguintes, contudo, não comereis, dentre os que ruminam e dentre os que têm a unha fendida: o camelo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
5 o querogrilo, porque rumina mas não tem a unha fendida, esse vos será imundo;
6 a lebre, porque rumina mas não tem a unha fendida, essa vos será imunda;
7 e o porco, porque tem a unha fendida, de sorte que se divide em duas, mas não rumina, esse vos será imundo.
8 Da sua carne não comereis, nem tocareis nos seus cadáveres; esses vos serão imundos.
9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.
10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,
11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus cadáveres.

Deus disse que os animais que têm unha fendida e que remoem são limpos e bons para comer. Quais são os animais que fazem isso? (O gado, os veados, etc.)
Quais os que não têm estas características? (Os porcos, coelhos, etc.) É interessante ver que hoje em dia quando alguém tem tensão arterial alta e outras doenças, os médicos conscienciosos aconselham essa pessoa a deixar de comer alimentos com alto teor de colesterol, como é o caso das carnes imundas. Deus sabia, muito antes da ciência moderna, que estes animais não eram bons para uma vida saudável.

Levíticos 11:9-12
9 Estes são os que podereis comer de todos os que há nas águas: todo o que tem barbatanas e escamas, nas águas, nos mares e nos rios, esse podereis comer.
10 Mas todo o que não tem barbatanas, nem escamas, nos mares e nos rios, todo réptil das águas, e todos os animais que vivem nas águas, estes vos serão abomináveis,
11 tê-los-eis em abominação; da sua carne não comereis, e abominareis os seus cadáveres.
12 Tudo o que não tem barbatanas nem escamas, nas águas, será para vós abominável.
Quais os animais aquáticos que são bons para comer? Aqueles que têm barbatanas e escamas. A pescada, o atum, o salmão, as sardinhas, etc. os animais imundos são: o marisco, o polvo, o camarão, etc. a razão por que Deus nos disse para não comermos os animais imundos é que Deus nos disse para não comermos os animais imundos é porque eles são literalmente imundos. Descobriu-se que as ostras têm 50 vezes mais vírus de poliomielite do que a água onde vivem. Isto deve-se ao facto de serem verdadeiros filtros. Elas filtram a água e acumulam nos seus tecidos os químicos e doenças. Quando as comemos recebemos doses concentradas de doenças que elas foram acumulando ao longo da sua vida.
Mais uma vez as instruções de Deus são práticas e úteis.

Levíticos 11:13-19
13 Dentre as aves, a estas abominareis; não se comerão, serão abomináveis: a águia, o quebrantosso, o xofrango,
14 o açor, o falcão segundo a sua espécie,
15 todo corvo segundo a sua espécie,
16 o avestruz, o mocho, a gaivota, o gavião segundo a sua espécie,
17 o bufo, o corvo marinho, a coruja,
18 o porfirião, o pelicano, o abutre,
19 a cegonha, a garça segundo a sua, espécie, a poupa e o morcego.

Estas são as aves que Deus disse que são imundas. Eu também nunca gostei de asas de morcego, e você? Veja que estes animais são necrófagos. Eles limpam o lixo. Quais são as aves boas para comer? Por incrível que pareça a galinha é boa. Ela tem uma moela que limpa as impurezas que come.
Esta instrução acerca dos animais limpos e imundos não era apenas para os judeus.

Apocalipse 18:1-2
1 Depois destas coisas vi descer do céu outro anjo que tinha grande autoridade, e a terra foi iluminada com a sua glória.
2 E ele clamou com voz forte, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilónia, e se tornou morada de demónios, e guarida de todo espírito imundo, e guarida de toda ave imunda e detestável.
Hoje, Deus ainda considera as coisa imundas.

Isaías 66:15-17
15 Pois, eis que o Senhor virá com fogo, e os seus carros serão como o torvelinho, para retribuir a sua ira com furor, e a sua repreensão com chamas de fogo.
16 Porque com fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os que forem mortos pelo Senhor serão muitos.
17 Os que se santificam, e se purificam para entrar nos jardins após uma deusa que está no meio, os que comem da carne de porco, e da abominação, e do rato, esses todos serão consumidos, diz o Senhor.
Quando Jesus regressar, as pessoas que comem porco não estarão prontas. Repare que estas pessoas “se santificam” a si mesmas. Obedecer à palavra de Deus é o que nos santifica (João 17:17). Elas estão a santificar-se a si mesmas vivendo de acordo com aquilo que querem e não com aquilo que a palavra de Deus diz. Portanto estas pessoas acham que sabem mais do que Deus porque comem coisas que Deus diz que não são boas para comer. Elas são julgadas porque revelam um coração que não quer o que Deus quer. E Deus quer sempre o melhor para nós, não é?

Vamos ver mais algumas coisas que Deus nos diz devemos evitar para ficarmos livre da doença e do sofrimento que elas trazem. Vamos abrir a Bíblia em Provérbios 23:31,32
31 Não olhes para o vinho quando se mostra vermelho, quando resplandece no copo e se escoa suavemente.
32 No seu fim morderá como a cobra, e como o basilisco picará.
O álcool é o responsável por mais doenças na sociedade do que qualquer outro factor. Se ninguém bebesse, nem uma gota, salvaríamos milhões de vidas de assassínios, violações, maus-tratos infantis, violência doméstica, acidentes de viação, etc.
O tabaco é outra coisa que não glorifica Deus. Encurta a nossa vida e Deus ordenou: “Não matarás” (Êxodo 20:13). É um hábito que cria dependência e Deus quer que sejamos livres (Romanos 6:16). A cafeína também cria dependência e é prejudicial. Roubam a saúde que Deus quer que tenhamos.
Satanás tem sido muito bem sucedido ao afectar a nossa saúde pois isso prejudica a nossa espiritualidade. Quando adoecemos, ou quando o nosso corpo está envenenado com substâncias tóxicas como a nicotina, é mais difícil ser receptivo ao Espírito Santo e vencer rapidamente a tentação. Estamos numa batalha contra Satanás e é importante manter o nosso corpo em excelentes condições.

1ª Coríntios 9:25-27
25 E todo aquele que luta, exerce domínio próprio em todas as coisas; ora, eles o fazem para alcançar uma coroa corruptível, nós, porém, uma incorruptível.
26 Pois eu assim corro, não como indeciso; assim combato, não como batendo no ar.
27 Antes subjugo o meu corpo, e o reduzo à submissão, para que, depois de pregar a outros, eu mesmo não venha a ficar reprovado.
Temos de controlar o nosso corpo e não admitir que ele nos controle a nós. Isto dar-nos-á energia física e espiritual.
O assunto da saúde tem a ver com uma coisa. Podemos ler em 1ª Coríntios 10:31”Portanto, quer comais quer bebais, ou façais, qualquer outra coisa, fazei tudo para glória de Deus.”
Trata-se de glorificar a Deus. Ele criou-nos e depois morreu para nos redimir; e Ele é melhor glorificado quando seguimos as Suas instruções e temos boa saúde.

Tenho a certeza que você é como eu e quer evitar a doença na medida do possível, não é? Vamos agradecer a Deus pelas instruções que nos dá acerca de como cooperar com Ele ara mantermos uma boa saúde.

PERGUNTAS RESPONDIDAS

1- Foi dito a Pedro que os animais eram agora todos limpos para comer?

Actos 10:9-20
9 No dia seguinte, indo eles seu caminho e estando já perto da cidade, subiu Pedro ao eirado para orar, cerca de hora sexta.
10 E tendo fome, quis comer; mas enquanto lhe preparavam a comida, sobreveio-lhe um êxtase,
11 e via o céu aberto e um objeto descendo, como se fosse um grande lençol, sendo baixado pelas quatro pontas sobre a terra,
12 no qual havia de todos os quadrúpedes e répteis da terra e aves do céu.
13 E uma voz lhe disse: Levanta-te, Pedro, mata e come.
14 Mas Pedro respondeu: De modo nenhum, Senhor, porque nunca comi coisa alguma comum e imunda.
15 Pela segunda vez lhe falou a voz: Não chames tu comum ao que Deus purificou.
16 Sucedeu isto por três vezes; e logo foi o objecto recolhido ao céu.
17 Enquanto Pedro reflectia, perplexo, sobre o que seria a visão que tivera, eis que os homens enviados por Cornélio, tendo perguntado pela casa de Simão, pararam à porta.
18 E, chamando, indagavam se ali estava hospedado Simão, que tinha por sobrenome Pedro.
19 Estando Pedro ainda a meditar sobre a visão, o Espírito lhe disse: Eis que dois homens te procuram.
20 Levanta-te, pois, desce e vai com eles, nada duvidando; porque eu tos enviei.
Pontos a destacar:
A- Pedro nunca comeu os alimentos imundos (v.14). ele pôde dizer isso muitos anos depois da cruz. A morte de Jesus na cruz não mudou a anatomia do porco ou do rato, tornando-se limpos.
B- Foi uma visão. Muitas visões são simbólicas (Ex: Daniel).
C- Pedro teve dúvidas acerco significado da visão (v.17). ele não a teve em conta no seu sentido literal. Ele sabia que ela tinha algum significado simbólico.
D- O Espírito disse-lhe para ir com os gentios e ele não precisava de duvidar do significado. Ele seria explicado.
E- Quando Pedro descobriu que Cornélio tinha uma fé verdadeira, ele disse que agora entendia o significado da visão (vs. 25-28). “Deus mostrou-me que a nenhum HOMEM chame comum ou imundo.” Os animais imundos na visão representavam os gentios que Deus queria que Pedro conquistasse para Ele.

2- Não disse Deus que se orássemos pela nossa comida podíamos comer qualquer coisa?
1ª Timóteo 4:1-5
1 Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demónios,
2 pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada,
3 proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com acções de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade;
4 pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com acções de graças;
5 porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas.
Sim, nós devemos pedir a bênção de Deus para a nossa comida. Mas o texto diz que Ele santificará a comida que “pela palavra de Deus e pela oração é santificada.” Temos de fazer mais do que orar. Também temos de seguir a palavra de Deus. Aquele alimento que Deus criou para ser “recebido com acções de graça” seria conhecido pelos “fiéis, e par os que conhecem a verdade” (v.3). A palavra de Deus é a verdade (João 17:17). A Bíblia diz-nos quais os alimentos que Deus separou (santificou) para serem recebidos com acções de graça. Só os animais limpos.

3- Paulo não disse a Timóteo para beber vinho?
1ª Timóteo 5:23 “Não bebas mais água só, mas usa um pouco de vinho, por causa do teu estômago e das tuas frequentes enfermidades.”
Repare no que o texto diz realmente:
A- Timóteo devia ser abstémio porque Paulo disse-lhe para não beber apenas água.
B- Paulo NÃO lhe diz para deixar de usar água e usar apenas vinho.
C- Ele disse para ele continuar a usar água e “um pouco de vinho.”
D- Não BEBER vinho por causa do seu sabor ou devido a razões sociais, mas para USAR como remédio para a sua doença. Este texto não dá uma razão para beber álcool. Era um medicamento para a sua doença.

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

O FIM DO MUNDO - 1/11

O FIM DO MUNDO - 2/11

O FIM DO MUNDO - 3/11

O FIM DO MUNDO - 4/11

O FIM DO MUNDO - 5/11

O FIM DO MUNDO - 6/11

O FIM DO MUNDO - 7/11

O FIM DO MUNDO - 8/11

O FIM DO MUNDO - 9/11

O FIM DO MUNDO - 10/11


O FIM DO MUNDO - 11

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

DANIEL TAMBÉM SONHOU


Em Daniel 7, encontramos o sonho fascinante de Daniel. Sonha com quatro animais, alguns eram-lhe familiares mas não todos, acompanhe com a sua Bíblia.
Estudaremos mais uma profecia que mostra o tempo em que estamos vivendo e porquê creio que estamos vivendo no tempo do fim.
Daniel teve essa visão no ano 553 a.C. quando contava com cerca de 70 anos de idade. Nabucodonosor já havia falecido há nove anos. Seus sucessores não tinham o mesmo brilho e competência e Belsazar, co-regente com seu pai, Nabonido, não prometia muito. Era uma época de incerteza política para todos.
Daniel, idoso, ainda continuava activo. Babilónia continuava como um grande império, apesar de ter-se passado cerca de 50 anos desde que Nabucodonosor tinha tido a visão da estátua descrita em Daniel 2.
A visão que estudaremos agora está em Daniel 7:2 a 14.
“Falou Daniel e disse: Eu estava olhando, durante a minha visão da noite, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o mar Grande. Quatro animais, grandes, diferentes uns dos outros, subiam do mar. O primeiro era como leão e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, foi levantado da terra e posto em dois pés, como homem; e lhe foi dada mente de homem. Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou sobre um dos seus lados; na boca, entre os dentes, trazia três costelas; e lhe diziam: Levanta-te, devora muita carne. Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças, e foi-lhe dado domínio. Depois disto, eu continuava olhando nas visões da noite, e eis aqui o quarto animal, terrível, espantoso e sobremodo forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava, e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele e tinha dez chifres. Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro pequeno, diante do qual três dos primeiros chifres foram arrancados; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência. Continuei olhando, até que foram postos uns tronos, e o Ancião de Dias se assentou; sua veste era branca como a neve, e os cabelos da cabeça, como a pura lã; o seu trono eram chamas de fogo, e suas rodas eram fogo ardente. Um rio de fogo manava e saía de diante dele; milhares de milhares o serviam, e miríades de miríades estavam diante dele; assentou-se o tribunal, e se abriram os livros.
Então, estive olhando, por causa da voz das insolentes palavras que o chifre proferia; estive olhando e vi que o animal foi morto, e o seu corpo desfeito e entregue para ser queimado. Quanto aos outros animais, foi-lhes tirado o domínio; todavia, foi-lhes dada prolongação de vida por um prazo e um tempo. Eu estava olhando nas minhas visões da noite, e eis que vinha com as nuvens do céu um como o Filho do Homem, e dirigiu-se ao Ancião de Dias, e o fizeram chegar até ele. Foi-lhe dado domínio, e glória, e o reino, para que os povos, nações e homens de todas as línguas o servissem; o seu domínio é domínio eterno, que não passará, e o seu reino jamais será destruído.” (Daniel 7:2 a 14)

Neste sonho Daniel viu um mar agitado por ventos. E neste tumulto, nesta tempestade, ele viu um enorme LEÃO, diferente de todos os leões que ele já havia visto. O leão possuía asas! Mas de repente as asas foram “arrancadas” e “e lhe foi dada mente de homem”, e o leão se levantou e ficou de pé, “como homem”. (Daniel 7:4)
Preste atenção porque esse sonho foi interpretado, e através desse sonho Daniel viu o futuro. E hoje podemos através dele também saber em que tempo estamos vivendo.
A seguir apareceu um URSO que parecia ter um lado mais alto do que o outro. O urso “se levantou sobre um dos seus lados”, e trazia três costelas na boca. (Daniel 7:5)
Logo a seguir surgiu um LEOPARDO que possuía quatro cabeças e quatro asas. (Daniel 7:6)
Mas aí apareceu um animal que Daniel nunca havia visto. Ele era horrível. Um monstro aterrador que ele descreve como um ANIMAL TERRÍVEL, ESPANTOSO, sobremodo forte, “diferente de todos os animais que apareceram antes dele”. Daniel não encontrou uma descrição adequada para ele. Alguns detalhes sobre esse animal foram descritos por Daniel: ele possuía “dez chifres” ; tinha um aspecto ameaçador e assassino, com enormes unhas de bronze e dentes de ferro. Ele “devorava, fazia em pedaços e pisava aos pés o que sobejava”. (Daniel 7:7 e 19)
Daniel ainda estava perplexo com o estranho animal quando viu que um chifre “pequeno” tentava abrir espaço entre os dez e conseguiu derrubar três dos dez chifres. Este chifre pequeno era diferente dos outros dez porque tinha “olhos, como os de homem, e uma boca que falava com insolência.” (Daniel 7:8)
Neste momento Daniel teve sua atenção desviada dessa cena horrível para um cena gloriosa no Céu. Lá ele pode ver o Ancião de Dias em sua obra de julgamento, próximo ao fim dos dias. Daniel ainda viu este quarto animal, também chamada de quarta besta, morta, enquanto “domínio, e glória, e o reino” foram dados a “um como o Filho do homem”. (Daniel 7:9 a 14)
Daniel ficou perturbado com essa visão, mas aproximou-se de alguém que estava perto, certamente um anjo, pediu a ele que contasse “a verdade acerca de tudo isto”. (Daniel 7:16)
E o anjo interpretou o sonho para Daniel. Esta interpretação está descrita em Daniel 7 dos versos 17 em diante.
Ao estudarmos a interpretação dada pelo anjo veremos que Deus estava mostrando o futuro a Daniel. Embora a maior parte dessa profecia já se cumpriu e aponta para o tempo em que estamos vivendo, algumas coisas ainda não se cumpriram e estão prestes a acontecer.
O anjo respondeu simplesmente: “Estes grandes animais, que são quatro, são quatro reis, que se levantarão da Terra.” (Daniel 7:17) E logo começou a falar do final feliz da visão:
“Os santos do Altíssimo receberão o reino, e o possuirão para todo sempre, de eternidade em eternidade.” (Daniel 7:17 e 18)

 Ficaria feliz com uma interpretação tão resumida?

Daniel também não ficou e suplicou ao anjo que lhe desse outros detalhes desse quarto animal e seus chifres. E o anjo começou a explicar:

“O quarto animal será um quarto reino da Terra”. (Daniel 7:23)

Com esse esclarecimento percebemos que estamos diante da mesma série de potências mundiais de Daniel 2, mas agora com um pouco mais de detalhes quanto ao que aconteceria no futuro.

Lembra-se do que mencionei? A medida em que vamos estudando as profecias o panorama da história deste planeta irá se abrindo e você verá que tudo o que foi predito se cumpriu de forma matemática. E é óbvio que o que está predito para o futuro também se cumprirá. Com isso podemos saber exactamente em que tempo estamos a viver.
Como já vimos a Bíblia tem toda a chave para entendermos os símbolos proféticos. Note só os exemplos abaixo:
Em Daniel 7:2 aparecem as palavras “Mar Grande” e em Apocalipse 17:15 temos a aplicação para este símbolo “As águas... são povos, multidões, nações e línguas.” Ou seja: ÁGUAS = POVOS E NAÇÕES
Em Daniel 7:2 aparecem as palavras “Quatro Ventos” e em Jeremias 49:36 e 37 temos a aplicação para este símbolo: “Trarei sobre elas Elão os quatro ventos... e enviarei após eles a espada, até que venha a consumí-los.” Ou seja: VENTOS = GUERRAS, LUTAS E PROBLEMAS
Em Daniel 7:3 aparecem as palavras “Quatro Animais Grandes” em Daniel 7:23 temos a explicação: “O quarto animal será o quarto reino...” Ou seja: ANIMAL (OU BESTAS) = REINOS
A seguir veja a explicação para todos estes símbolos e perceba que também por esta profecia estamos nos últimos dias da história deste mundo e nos aproximamos da volta de Jesus.

FACE A FACE COM DANIEL 7 E OS QUATRO ANIMAIS

Leão - Primeiro Império Mundial
Babilónia - 605 a.C. até 539 a.C. (para ter uma melhor compreensão estude antes Daniel 2 CLIQUE)
"1 No primeiro ano de Belsazar, rei de Babilônia, teve Daniel, na sua cama, um sonho e visões da sua cabeça. Então escreveu o sonho, e relatou a suma das coisas.

2 Falou Daniel, e disse: Eu estava olhando, numa visão noturna, e eis que os quatro ventos do céu agitavam o Mar Grande.
3 E quatro grandes animais, diferentes uns dos outros, subiam do mar.
4 O primeiro era como leão, e tinha asas de águia; enquanto eu olhava, foram-lhe arrancadas as asas, e foi levantado da terra, e posto em dois pés como um homem; e foi-lhe dado um coração de homem." Daniel 7

Assim como em Daniel 2 Babilónia aparece como o primeiro império mundial representado pela cabeça de ouro, aqui o leão representa babilônia, o primeiro império mundial.
As pessoas que visitam as ruínas de Babilónia, ainda hoje, podem ver figuras de leões em baixo relevo nos muros e paredes. Os deuses Marduk e Ishtar tinham com seu animal sagrado o leão e esta fera era utilizada em combinação com a águia, algumas vezes em leões com asas de águia. O leão representava o tempo no qual Daniel vivia.
O profeta Jeremias escreveu: “O rei da Babilónia... eis que, como sobe o leãozinho...” (Jeremias 50:43 e 44)

URSO = segundo império mundial
MEDO-PÉRSIA - 539 a.c. até 331 a.c.
"5 Continuei olhando, e eis aqui o segundo animal, semelhante a um urso, o qual se levantou de um lado, tendo na boca três costelas entre os seus dentes; e foi-lhe dito assim: Levanta-te, devora muita carne." Daniel 7:

 Assim como na grande estátua os peitos e braços de prata simbolizavam o império Medo-Persa, aqui também o urso simboliza a medo-pérsia. O fato do urso estar mais alto em um de seus lados, indicava que um dos reinos teria mais poder (os Persas). E as três costelas na boca simbolizavam as terras conquistadas: Lídia (547 a.C.), Babilónia (539 a.C.) e Egito (525 a.C.).

LEOPARDO = terceiro império mundial
GRÉCIA - 331 a.c. até 168 a.c.
"6 Depois disto, continuei olhando, e eis aqui outro, semelhante a um leopardo, e tinha nas costas quatro asas de ave; tinha também este animal quatro cabeças; e foi-lhe dado domínio." Daniel 7:

No sonho de Daniel 2 o ventre de cobre simbolizava o Império Grego e aqui o leopardo representa a grécia. Alexandre, o grande, conquistou o mundo com a rapidez de um leopardo, as asas indicam velocidade. Em 334 a.C. com 35.000 homens em cerca de 10 anos estabeleceu o maior reino que o oriente havia conhecido até então. Mas no auge de suas conquistas, Alexandre morreu. E em 301 a.C. seu império foi dividido entre seus quatro generais: Cassandro, Lisímaco, Seleuco e Ptolomeu. Nesta profecia esses generais foram simbolizados pelas quatro cabeças do leopardo.
Tudo isto foi previsto antes de acontecer. Daniel teve essa visão no ano 553 a.C. e tudo se cumpriu como predito.

ANIMAL TERRÍVEL E ESPANTOSO = quarto império mundial
ROMA - 168 a.c. até 476 d.c.
"7 Depois disto, eu continuava olhando, em visões noturnas, e eis aqui o quarto animal, terrível e espantoso, e muito forte, o qual tinha grandes dentes de ferro; ele devorava e fazia em pedaços, e pisava aos pés o que sobejava; era diferente de todos os animais que apareceram antes dele, e tinha dez chifres." Daniel 7:

 Na profecia de Daniel 2 as pernas de ferro da estátua simbolizavam o império romano, que aqui é representado por esse animal terrível e espantoso. Notem que o ferro aparece de novo nos dentes do animal. Esta besta terrível e espantosa representa o império romano. Foi um império muito cruel. Milhares de pessoas, incluindo o próprio Jesus e mais tarde seus seguidores, os cristãos, foram perseguidos e martirizados por seus governantes, os Césares.
Percebe como não há dificuldade em identificar estas quatro bestas (animais). As águas violentas de onde saíram estes animais também têm uma explicação bíblica. Apocalipse 17:5 afirma que águas, simbólicamente, significa “povos, multidões, nações e línguas”. E o fato de estarem em turbulência significa os conflitos que envolveriam as mudanças das nações.

10 CHIFRES: Em Daniel 2, os pés da estátua estavam dividos em parte de barro e parte de ferro, simbolizando o mundo dividido em nações. Algumas seriam fortes e algumas seriam fracas. E é incrível a precisão da profecia. O Império Romano se dividiu primeiramente em 10 reinos. E Daniel 7:24 diz que “os dez chifres correspondem a dez reis que levantarão daquele mesmo reino”.
Portanto os dez chifres representam os dez primeiros reinos em que foi dividido o império romano e formaram as nações da Europa ocidental estabelecidas em 476 d.c.: Visigodos, Ostrogodos, Vândalos, Borgundos, Lombardos, Anglo-saxões, Francos, Alamanos, Hérulos e Suevos.
Mas nesta profecia, existem mais detalhes sobre o que aconteceria (e de fato aconteceu). Entre estes dez chifres surgiu um chifre pequeno que ao surgir derrubou três chifres. Ou seja, surgiria um outro poder que ao surgir derrubaria três dos dez reinos. Este chifre pequeno também era diferente dos demais: “tinha olhos como de homem e uma boca que falava com insolência”.
O que simboliza este Chifre Pequeno?

DANIEL 7 E O CHIFRE PEQUENO


O que significa este chifre pequeno em Daniel 7?
Nesta profecia, existem mais detalhes sobre o que aconteceria (e de fato aconteceu). Entre estes dez chifres surgiu um chifre pequeno que ao surgir derrubou três chifres. Ou seja, surgiria um outro poder que ao surgir derrubaria três dos dez reinos. Este chifre pequeno também era diferente dos demais: “tinha olhos como de homem e uma boca que falava com insolência”.
O que simboliza este Chifre Pequeno?
Desde os dias de Daniel, somente um poder tem ou teve todas essas características: o poder Papal, o Vaticano.
O grande historiador da igreja, o alemão Adolf von Harnack explica que a Igreja Romana “colocou-se no lugar do Império Mundial Romano, do qual é a actual continuação; o império não acabou, mas apenas sofreu uma transformação... A Igreja Romana é o velho Império Romano consagrado pelo Evangelho.” Daniel, The Seer of Babylon, pág. 63.
“Estando eu a observar os chifres, eis que entre eles subiu outro PEQUENO, diante do qual TRÊS DOS PRIMEIROS CHIFRES FORAM ARRANCADOS; e eis que neste chifre havia olhos, como os de homem, e UMA BOCA QUE FALAVA COM INSOLÊNCIA. ... Então, tive o desejo de CONHECER A VERDADE a respeito dos dez chifres... e do outro que subiu, diante do qual caíram três, daquele chifre que tinha olhos e uma boca que falava com insolência E PARECIA MAIS ROBUSTO DO QUE OS SEUS COMPANHEIROS.” (Daniel 7:8, 19 E 20)
O próprio livro de Daniel, no capítulo 7, provê nove marcas identificadoras, que nos ajudam na identificação do chifre pequeno.

1 - “Entre eles subiu um outro pequeno...” (Dan. 7:8). O papado surgiu na Europa Ocidental, entre os dez chifres (reinos). Martinho Lutero dizia: “eis que entre eles subiu outro pequeno. Esse é o domínio Papal, surgindo do meio do Império Romano.”
2 - “Outro pequeno...” (Dan. 7:8). É um reino pequeno. O Vaticano é um reino independente na Europa, tendo apenas 108 acres de extensão.
3 – “Os dez chifres correspondem a dez reis que se levantarão daquele mesmo reino; e, depois deles, se levantará outro, o qual será diferente dos primeiros e abaterá três reis.” (Dan. 7:24). Este reino surgiria depois dos dez reinos. Os dez reinos foram finalmente estabelecidos em 476 d.C., mas o papado recebeu sua supremacia política muito tempo depois, em 538 d.C.
4 – “diferente” (Dan. 7:24). Os reinos da Europa Ocidental foram estabelecidos como reinos políticos. O papado era um poder religioso-político.
5 – "...abaterá a três reis” (Dan. 7:24). Deveria abater três reinos em sua ascensão. Antes do papado dominar, foi necessário derrotar três poderes (ou três reinos): Ostrogodos (em 493 a.D.), Vândalos (em 534 a.D.) e Hérulos (em 538 a.D.).
6 - “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei..." (Dan. 7:25). O papado fez isto. Notem o que diz o “The Catolic National, de Julho de 1895: “O Papa não apenas é representante de Jesus Cristo, mas ele é Jesus Cristo, oculto sob o véu da carne.”
Em uma passagem que faz parte da lei canónica romana, o papa Inocêncio III declara que o pontífice romano é “o representante sobre a Terra, não de um mero homem, senão do próprio Deus”; e em uma interpretação da passagem se explica que isto é porque ele é o vigário de Cristo, que é o “mesmo Deus, e o mesmo homem”. Decretal D. Gregor. Pap. IX. Lib. 1. de ttranslat. Espisc. Tit. 7 c.3. Corp. Jur. Canon. Ed. Paris, 1612.
Em Dignity and Duties of the Priests or Selva” (dignidade e Deveres dos Sacerdotes), de St. Alphonsus De leguorl, pág 27, diz: “Com respeito ao corpo místico de Cristo, ou seja, todo fiel, o sacerdote tem o poder da chave, ou o poder de libertar pecadores do inferno, ou fazer com que mereçam o paraíso, e de transformá-los de escravos de Satanás em filhos de Deus. E o próprio Deus é obrigado a submeter-se ao julgamento de seus sacerdotes”.
Lucius Ferraris, um franciscano que viveu no 18º século, professor de sua ordem e consultor do Santo Ofício, é o autor da “Prompta Bibliotheca”. A Enciclopédia “The Catholic Encyclopedia” afirma que a “Prompta Bibliotheca” é canónica, jurídica, moral, teológica, rubicista e histórica, uma confiável enciclopédia do conhecimento religioso. Estou citando isso porque essa coleção, a Prompta Bibliotheca, apresenta diversas afirmações sobre o Papa colocando-o na mesma posição de Deus:
O papa é de tão grande dignidade e tão exaltado, que não é um mero homem, mas é como se fosse Deus e o vicário de Deus. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
O papa é coroado com a coroa tríplice de rei do Céu, da Terra e das regiões inferiores. De modo que, se fosse possível que os anjos errassem, ou que pudessem pensar de maneira contrária à fé, eles poderiam ser julgados e excomungados pelo papa. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
O papa é como se fosse Deus na Terra, único soberano dos fiéis a Cristo, o maior rei dos reis, tendo plenitude de poder. Prompta Bibliotheca, pág. 26 – 29.
7 – “magoará os santos do Altíssimo” (Dan. 7:25). A Igreja Católica admite ter perseguido muitos cristãos que se opunham a ela no passado. Em The Western Watchman lemos: “A igreja tem perseguido. Apenas um principiante na História da Igreja negaria isso... Quando ela crê que é bom empregar a força irá usá-la”. Durante a Idade Média, mais de 150 milhões de pessoas morreram vitimas pelas mãos cruéis do papado romano. (Verdades Bíblicas, 193).
A “New Catholic Encyclopedia”, nos artigos sobre Inquisição, classifica esse período como sendo um dos capítulos mais tenebrosos da história da igreja.
8 – “e os santos lhe serão entregues nas mãos, por um tempo, dois tempos e metade de um tempo.” (Dan. 7:25).
O que significa tempo? Note o que diz Daniel 9:13u.p. “...ao cabo de tempos, isto é, de anos...” Portanto, tempos significa anos em profecia (tempos = anos ).
Os santos seriam entregues nas mãos do poder da igreja romana por 1 ano + 2 anos + ½ ano. Ou seja, três anos e meio.
A Bíblia na Linguagem de Hoje traz este texto com a seguinte tradução:
“O povo de Deus será dominado por ele durante três anos e meio.” (Daniel 7:25 u.p. - BLH)
Apocalipse 12:14,6 falando sobre esta perseguição da mulher (a igreja pura de Deus aqui na terra) diz:
“...e foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse até ao deserto, ao seu lugar, aí onde é sustentada durante um tempo, tempos e metade de um tempo... A mulher porém fugiu para o deserto, onde lhe havia Deus preparado lugar para que nele a sustentem durante mil duzentos e sessenta dias.”
Em questão de profecias temos que verificar o que é simbólico. E nestes versos temos um período de tempo de 1.260 dias proféticos (simbólicos).
O que são dias proféticos?
Observem o texto de Ezequiel:
“Quando tiveres cumprido estes dias, deitar-te-ás sobre o teu lado direito e levarás sobre ti a iniquidade da casa de Judá. Quarenta dias Te dei, cada dia por um ano.” (Ezequiel 4:6 e 7)
Nesta profecia referente a Israel, Deus usou um dia para representar um ano. E não há dúvida que o mesmo princípio deve ser aplicado nesta profecia de Daniel. Toda dúvida desaparece quando vemos o seu cumprimento matemático.
Portanto o período de supremacia do “chifre pequeno” ou do Papado se estenderia durante 1260 anos. Esse seria o período em que o papado dominaria.
A supremacia política do papado teve início em 538 d.C. quando entrou em vigor o decreto do imperador romano Justiniano declarando que o bispo de Roma deveria ser reconhecido como o “Cabeça da Santa Igreja”.
Se esta é data inicial para o período de supremacia de acordo com a profecia, veja no gráfico abaixo e você perceberá que este período deveria terminar em 1798 d.C.

O que aconteceu em 1798?
No dia 10 de Fevereiro de 1798, sob a alegação de insulto ao embaixador francês na Itália, Louis Alexandre Berthier (1753-1815), general das Forças Revolucionárias Francesas, e famoso chefe do estado maior de Napoleão, entrou em Roma e prendeu o Papa. O Papa Pio VI foi aprisionado no dia 20 de Fevereiro. O anel que indicava sua autoridade foi retirado de seu dedo; sua propriedade foi confiscada e vendida; o estado papal foi abolido e Roma foi declarada república. O Papa foi levado para a França, onde morreu cativo em Valença, em 29 de Agosto de 1799. Esse episódio pôs fim ao longo período de supremacia política do bispo de Roma.
A revista Isto É (edição 1837 de 22/12/2004), falando sobre esse episódio vivido pelo Papa Pio VI (1775-1799), assim o descreve: “Quando as tropas de Napoleão Bonaparte invadiram os Estados Pontifícios, em 1798, o papa foi preso em Siena e terminou seus dias na prisão.”
Só este episódio serviria para estarmos seguros ao indicarmos o poder papal como o chifre pequeno descrito na profecia de Daniel 7.
9 - “cuidará em mudar os tempos e a lei" (Daniel 7:25). Para verificar como de fato isso ocorreu, basta comparar os Dez Mandamentos da Lei de Deus em Êxodo 20:3-17 com os Dez mandamentos do Catecismo Católico Apostólico Romano:

E a Igreja Católica admite ter mudado a lei de Deus.
“O papa pode modificar a lei divina, uma vez que o seu poder não é o de homem, mas de Deus, e ele age em lugar de Deus sobre a Terra, com total poder de unir e de afastar seu rebanho.” Prompta Bibliotheca, art. Papa, II.
“A igreja de Deus achou por bem transferir a comemoração da observância do sábado para o domingo.” Catechism of the Council of Trent for Parish Priests, pág. 402 e 403.
Até aqui a profecia se cumpriu em todos os detalhes e posso dizer com toda convicção que esta é
MAIS UMA PROFECIA CUMPRIDA.

DANIEL 2


ESTUDO DE DANIEL 2; O SONHO DE NABUCODONOSOR INTERPRETADO POR DANIEL


(Daniel 2:28 a 35)
Foi mostrada a Nabucodonosor uma estátua, grande e resplandecente, cujo aspecto era terrível. A cabeça era de ouro, os peitos e braços de prata, o ventre de cobre, as pernas de ferro e os pés eram bastante frágeis, pois eram em parte de barro e ferro.
Estando ainda o rei olhando com espanto, uma pedra deslocada sem o auxílio de mãos chocou-se contra os pés da estátua e a esmiuçou reduzindo-a a pó. Veio então um forte vento e espalhou a poeira. A pedra cresceu e encheu toda a terra.
A Interpretação do Sonho

(Daniel 2:36 a 45)

CABEÇA DE OURO
Simbolizava o reino de Babilónia, com o seu rei Nabucodonosor. O reino da Babilónia permaneceu como um império mundial de 605 a.C. até 539 a.C.
Heródoto informa sobre o esplendor áureo da Babilónia de Nabucodonosor: No templo de Babilónia existe um segundo santuário abaixo, no qual está a grande imagem de Bel, toda de ouro em um trono dourado, sobre uma base de ouro e com uma mesa de ouro ao seu lado. Se dizia entre os caldeus que para fazer tudo isso se utilizaram mais de vinte e duas toneladas de ouro. Citado no livro Daniel, The Seer of Babylon, pág. 27.

PEITO E BRAÇOS DE PRATA
Simbolizava o império Medo-Persa, que teve como imperador a Ciro. Este império permaneceu de 539 a.C até 331 a.C.
A prata mencionada pela profecia representando a Medo-Pérsia, bem pode assinalar o facto de que esta nação usou este metal como valor no seu sistema tributário. Seus sátrapas pagavam em talentos de prata os seus tributos, com excepção dos hindus, que o faziam pagando em ouro. Daniel, el Profeta Mesiânico, Vol. II, pág. 63.

VENTRE DE COBRE
Simbolizava o império Grego, que teve como imperador e conquistador Alexandre, o grande. Este império permaneceu de 331 a.C. até 168 a.C. O próprio profeta Ezequiel menciona a Grécia trazendo seus artefactos de bronze (Ezequiel 27:13). Os soldados gregos também são descritos como usando armaduras de bronze. Heródoto se refere ao faraó Psamético I (663-609 a.C.), nos dias da dinastia XXVI do Egipto, que considerou a invasão dos piratas gregos como o cumprimento de uma antiga profecia que anunciava “os homens de bronze vindos do mar.” Josefo, fazendo referência à profecia de Daniel diz: “outro rei que virá do oeste, armado com bronze, destruirá esse governo” (o dos persas).

PERNAS DE FERRO
Simboliza o império Romano que dominou o mundo de 168 a.C. até 476 d.C. e teve como seus governantes os Césares. Edward Gibbon, em The Decline and Fall of the Roman Empire, comentando o surgimento da férrea Roma, declara: As armas da república, as vezes vencidas em batalha, sempre vitoriosas na guerra, avançaram com passos rápidos até o Eufrates, o Danúbio, o Reno e o Oceano; e as imagens de ouro, prata, bronze, que poderiam servir para representar as nações e seus reis, foram sucessivamente quebrantadas pela férrea monarquia de Roma. Citado em Daniel, el Profeta Mesiánico, Vol. II, pág. 66.
No ano 476 de nossa era, o antigo Império Romano ocidental se dividiu em 10 (o mesmo número dos dedos dos pés da estátua simbólica). Essas divisões foram: os francos que vieram a ser a França; os anglo-saxões, que vieram a ser a Inglaterra; os alamanos, a Alemanha; os suevos, mais tarde Portugal; os visigodos, a Espanha; os burgundos, a Suíça; os lombardos, o norte da Itália; e os vândalos, hérulos e ostrogodos que foram destruídos posteriormente.
São Jerónimo, doutor da igreja latina, autor da tradução das Escrituras Sagradas em latim (Vulgata), e que viveu de 340 a 420 A.D., assim se expressou a respeito do Império Romano: "Em nossos dias o ferro se misturou com barro. Noutra época não houve nada mais forte que o império Romano; agora, não existe coisa mais frágil; está misturado com as nações bárbaras, de cujo auxílio necessita".
Depois do quarto império, o Romano, não se levantaria outro império universal. O Imperio seria dividido, e dividido permaneceria.

PÉS EM PARTE DE FERRO E BARRO
Simboliza o mundo dividido entre diversos países (ou reinos). Alguns fortes e alguns fracos. E a Terra permaneceria assim de 476 a.C. até o próximo reino universal, que será um reino eterno: o reino de Deus. Portanto a Terra permaneceria assim até a volta de Jesus.
“Não podemos e não devemos esperar união entre as nações da Terra. Nossa posição na imagem de Nabucodonosor é representada pelos dedos do pé, num Estado dividido, e feitos de um material fragmentário, que não se une. A profecia nos mostra que o grande dia de Deus está às portas e se apressa grandemente.” - Testemunhos Para a Igreja, Vol. 1, pág. 361.
Estamos a viver neste período.
“Centenas de anos antes que certas nações viessem ao cenário da acção, o Omnisciente lançou um olhar para os séculos por vir e predisse o surgimento e queda dos reinos universais. Deus declarou a Nabucodonosor que o reino de Babilónia devia cair, e um segundo reino surgiria, o qual também teria o seu período de prova. Deixando de exaltar o verdadeiro Deus, sua glória seria abatida, e um terceiro reino lhe ocuparia o lugar. Este também passaria; e um quarto, forte como ferro, submeteria as nações do mundo.” - Profetas e Reis, pág. 501.
Deus não advinha, DEUS SABE.
Mas o sonho não terminava nos pés da estátua, mas numa pedra que vinha e batia na base da estátua, mais concretamente, nos pés e destruía a estátua e enchia toda a Terra. Esta PEDRA SIMBOLIZA A VOLTA DE JESUS E O SEU REINO ETERNO. Breve virá!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

DA RESSURREIÇÃO PARA A SANTIFICAÇÃO DO DOMINGO, SERÁ POSSÍVEL SEM O CONSENTIMENTO BÍBLICO?

Ninguém nega que no dia 7 de março de 321, o imperador Constantino promulgou uma lei que assim reza:

"Que todos os juízes, e todos os habitantes da cidade, e todos os mercadores e artífices descansem no venerável dia do Sol. Não obstante, atentam os lavradores com plena liberdade ao cultivo dos campos; visto acontecer a miúdo que nenhum outro dia é tão adequado à semeadura do grão ou ao plantio da vinha; daí o não se dever deixar passar o tempo favorável concedido pelo Céu." - Codex Justinianus, lib. 13 it. 12, par. 2 (3).
Este acontecimento influiu decisivamente para transformar o "festival da ressurreição" num autêntico "dia de guarda" no império romano.
Muitos, visando fazer confusão, procuram dar sentido tendencioso ao histórico decreto, ao mesmo tempo que propalam ser ensino nosso que a instituição dominical fora criada pelo imperador. Nada mais falso. Equivocam-se grandemente os que afirmam ser ensino adventista que o domingo foi instituído por Constantino e por um determinado papa. Jamais ensinamos que Constantino fosse o autor do domingo, mas sim que, na esfera civil, deu o passo para que se tornasse dia de guarda, promulgando a primeira lei nesse sentido, coroando assim a gradual implantação do domingo na igreja e no mundo.
Contudo, dizer que muito antes de Constantino os cristãos guardavam o domingo é afirmação temerária, destituída de veracidade histórica. Os testemunhos que citam nada provam em favor da observância já estabelecida do primeiro dia da semana como dia de culto cristão. Não merecem inteira fé, por serem duvidosos, falíveis e incongruentes. Não invocam seguer um testemunho bíblico ou histórico exato, incontraditável, irrecorrível. Não podem fazê-lo. O máximo que se poderia afirmar é que, antes de Constantino, boa parte dos cristãos, já em plena fermentação da apostasia gradual, reuniam-se de manhã no primeiro dia da semana, para o "festival da ressurreição", e depois voltavam aos trabalhos costumeiros. Nada de guarda, observância ou santificação do dia. Isso ninguém jamais provará.
Por isso citam o edito dominical de Constantino. Citam-no para dar-lhe uma interpretação distorcida, às avessas. Inventam que o edito destinava-se a favorecer os cristãos. Não se dirigiam aos pagãos. Concordamos que o imperador tinha em mira agradar aos cristãos de seus dias, porém para conciliá-los com a observância do dia do Sol, que os pagãos observavam. Mero jogo político.
Confusões e Contradições
Afirmam: "Era um edito para favorecer particularmente os cristãos..." - Vamos analisar esta afirmativa. Notemos o seguinte: se a observância dominical, pelos cristãos, já era fato líquido e certo, não careciam eles de leis seculares para os favorecer. E prossegue: "[o edito] não foi feito para agradar os pagãos". - Não foi mesmo porquanto os pagãos não precisam de leis que lhes ordenassem guardar o "dia do Sol", considerando que o mitraísmo era religião dominante no Império, sendo o próprio Constantino mitraísta. Diz a história que ele era adorador do Sol que se "converteu" ao cristianismo. Isso lança luz nas verdadeiras intenções do edito.
Mas agora surge a confissão interessante: "O edito era dirigido aos pagãos e por isso empregou-se a expressão dia do Sol em vez de dia do Senhor." (Digamos, entre parênteses, que há aqui um equívoco, pois o edito era dirigido a todos, moradores das cidades e dos campos indiscriminadamente. Os pagãos sem dúvida, constituíam a imensa maioria). Voltaríamos a insistir:
Por que empregou Constantino a expressão "dia do Sol"?
A resposta será dada pelos nossos acusadores: Dizem: "Está provado, por homens abalizados, que esses [os pagãos] jamais guardaram esse dia [o primeiro dia da semana]." Os oponentes afirmam candidamente que os pagãos jamais em tempo algum observaram o primeiro dia da semana. Prestaram os leitores atenção? Pois bem. Leiam agora esta outra declaração na mesma página e no mesmo parágrafo, a respeito do edito de Constantino: "Era dirigido aos pagãos" por isso Constantino "usou a expressão dia do Sol para que pudessem [eles, os pagãos] compreendê-lo bem." Aí esta a confirmação. E insistimos:
Por que os pagãos compreenderiam bem a expressão "dia do Sol" em vez de "dia do Senhor"? Por quê? Insistimos, por quê? A resposta é uma só:
Porque guardavam o dia do Sol. Era o dia de guarda do mitraísmo, religião professada pelo próprio Constantino. Por essa contradição se pode ver a insegurança dos que sustentam a guarda do primeiro dia da semana.
A. T. Jones, afirma que "a primeira lei feita sobre o domingo, foi feita a pedido da igreja." E cremos que o foi realmente, mas a pedido... de qual igreja? A pedido da igreja já em apostasia, igreja que já ltinha no seu culto inovações do paganismo, igreja conluiada com o Estado, igreja já desfigurada, que então usava velas, altares, praticava o monasticismo, borrifava água benta, impunha penitência, o sinal da cruz, e até ordens sacerdotais. Esta a igreja que solicitou o edito de Constantino. Esta a igreja que algumas décadas a seguir, num concílio, decretou a abstenção do trabalho no domingo e quis impedir a observância do sábado, no concílio de Laodicéia. Se A. T. Jones e os demais aceitam essa igreja como expressão do verdadeiro cristianismo, contentem-se. É direito dos senhores. Nós não aceitamos. Não nos conformamos, e continuamos a insistir na tese da origem pagã da observância dominical. Temos a História a nosso favor. Temos os fatos que depõem em abono de nossa mensagem. A verdade não precisa de notas forçadas para sobreviver. Impõe-se por si.
E agora, a nuvem de testemunhas. O nosso ponto de vista vai ser confirmado de forma consistente pelos testemunhos da história, por depoimentos da mais alta idoneidade. Vejamos o que dizem os eruditos, os enciclopedistas e os historiadores: Ei-los:
"O mais antigo reconhecimento da observância do domingo, como um dever legal, é uma constituição de Constantino em 321 d.C., decreta que todos os tribunais de justiça, habitantes das cidades e oficiais deviam repousar no domingo (venerabili die Solis), com uma excepção em favor dos que se ocupam do trabalho agrícola." - Enciclopédia Britânica, art. "Sunday."
Note-se a expressão "mais antigo reconhecimento", que prova não ser então líquida e certa a observância dominical. Antes disso não o era certamente.
"Constantino, o Grande, baixou uma lei para todo o império (321 d.C.) para que o domingo fosse guardado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitia que o povo do campo seguisse seu trabalho." - Enciclopédia Americana, art. "Sabbath."
Esse primeiro dia era o "dia solar" dos pagãos, que já o guardavam. Pelo decreto, o dia devia ser por todos (inclusive os cristãos) "guardado como dia de repouso" em todas as cidades e vilas. Muito claro.
"Inquestionavelmente, a primeira lei, tanto eclesiástica como civil, pela qual a observância sabática daquele dia se sabe ter sido ordenada, é o edito de Constantino em 321 d. C." - Chamber, Enciclopédia, art. "Sabbath."
Notemos que Chamber diz ser a lei também eclesiástica. Por quê? Devido à fusão com o cristianismo, à influência religiosa, e à habilidade de estadista que quer agradar a gregos e troianos. Dessa forma o incipiente "festival da ressurreição" das manhãs do primeiro dia da semana se fundiria com o dia solar do pagão do mitraísmo, e não haveria descontentes. Constantino atingiu seus objetivos.
A influência da igreja semi-apostada na elaboração do decreto é evidente. Eusébio, contemporâneo, amigo e apologista de Constantino escreveu: "Todas as coisas que era dever fazer no sábado, estas nós as transferimos para o dia do Senhor." - Eusébio, Commentary on the Psalms.
Essa expressão "nós a transferimos..." é sintomática, e prova que esse dia de guarda é invenção humana, puramente humana, de procedência pagã, de um paganismo já unida com o cristianismo desfigurado da época.
"Os cristãos trocaram o sábado pelo domingo. Constantino, em 321, determinou a observância rigorosa do descanso dominical, exceto para os trabalhos agrícolas... Em 425 proibiram-se as representações teatrais [nesse dia] e no século VIII aplicaram-se ao domingo todas as proibições do sábado judaico." - Grande Enciclopédia Portuguesa e Brasileira, art. "Domingo."
O grande historiador Cardeal Gibbon, com a sua incontestada autoridade assevera o seguinte: "O Sol era festejado universalmente como o invencível guia e protetor de Constantino. ... Constantino averbou de Dies Solis (dia do Sol) o 'dia do Senhor' - um nome que não podia ofender os ouvidos de seus súbditos pagãos." - The History of the Decline and Fall of the Roman Empire, cap. 20 §§ 2.º, 3.º (Vol. 2, págs. 429 e 430).
Ainda sobre o significado do célebre édito diz-nos o imparcial Pastor Ellicott: "Para se entender plenamente as provisões deste édito, deve-se tomar em consideração a atitude peculiar de Constantino. Ele não se achava livre de todo o vestígio da superstição pagã. É fora de dúvida que, antes de sua conversão, se tinha  devotado especialmente ao culto de Apolo, o deus-Sol... O problema que surgiu diante dele era legislar em favor da nova fé, de tal modo a não parecer totalmente incoerente com as suas práticas antigas, e não entrar em conflito com o preconceito de seus súbditos pagãos. Estes factos explicam as particularidades neste decreto. Ele denomina o dia santo, não de dia do Senhor, mas de "dia do Sol" - a designação pagã, e assim já o identifica com o seu antigo culto a Apolo." - Pastor George Ellicott, The Abiding Sabbath, pág. 1884.
Se isto não basta, temos ainda o insuspeito Dr. Talbot. Só citamos autores não adventistas. Ei-lo:
"O imperador Constantino, antes da sua conversão, reverenciava todos os deuses (pagãos) como tendo poderes misteriosos, especialmente Apolo, o deus do Sol, ao qual, no ano 308, ele [Constantino] conferiu dádivas riquíssimas; e quando se tornou monoteísta, o deus que adorava era - segundo nos informa Uhlhorn - antes o "inconquistável Sol" e não o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo. E na verdade quando ele impôs a observância do dia do Senhor (domingo) não o fez sob o nome de sabbatum ou dies domini, mas sob o título antigo, astrológico e pagão de Dies Solis, de modo que a lei era aplicável tanto aos adoradores de Apolo e Mitra como aos cristãos." - Dr. Talbot W. Chamber, Old Testament Student, Janeiro de 1886.
Isto é confirmado por Stanley, que diz: "A conservação do antigo nome pagão de "Dies Solis" ou "Sunday" (dia do Sol) para a festa semanal cristã é, em grande parte, devida à união dos sentimentos pagão e cristão, pelo qual foi o primeiro dia da semana imposto por Constantino aos seus súbditos - tanto pagãos como cristãos - como o "venerável dia do Sol"... Foi com esta maneira habilidosa que conseguiu harmonizar as religiões discordantes do império, unindo-as sob uma constituição comum." - Deão Stanley, Lectures on The History on the Eastern Church, conferência n.º 6, pág. 184.
Comentada a chamada "conversão" de Constantino, escreve o erudito Bispo Arthur Cleveland Coxe: "Foi uma conversão política, e como tal foi aceite, e Constantino foi pagão até pouco antes de morrer. E quanto ao seu arrependimento final, abstenho-me de julgar." - Elucidation 2, of "Tertullian Against Marcion," book 4.
Comentando as cerimónias pagãs relacionadas com a dedicação de Constantinopla (cidade de Constantino), diz o autorizado Milman: "Numa parte da cidade se colocou a estátua de Pitian, noutra a divindade Smintia. Noutra parte, na trípode de Delfos, as três serpentes representando Piton. E sobre um alto triângulo, o famoso pilar de pórfiro, uma imagem na qual Constantino teve o atrevimento de misturar os atributos do Sol, com os de Cristo e de si mesmo... Seria o paganismo aproximando-se do cristianismo, ou o cristianismo degerando-se em paganismo? - History of Christianity, book 3, chap. 3.
Outro testemunho interessante é o de Eusébio: "Ele [Constantino] impôs a todos os súditos do império romano a observância do dia do Senhor como um dia de repouso, e também para que fosse honrado o dia que se segue ao sábado." - Life of Constantine, book 4, chap. 18.
Uma fonte evangélica: "Quando os antigos pais da igreja falam do dia do Senhor, às vezes, talvez por comparação, eles o ligam ao sábado; porém jamais encontramos, anterior à conversão de Constantino, uma citação proibitória de qualquer trabalho ou ocupação no mencionado dia, e se houve alguma, em grande medida se tratava de coisas sem importância. ... Depois de Constantino as coisas modificaram-se repentinamente. Entre os "cristãos, o "dia do Senhor" - o primeiro dia da semana - gradualmente tomou o lugar do sábado judaico." - Smith's Dictionary of the Bible, pág. 593.
Lemos na North British Review, vol. 18, pág. 409, a seguinte declaração: "O dia era o mesmo de seus vizinhos pagãos e compatriotas; e o patriotismo de boa vontade uniu-se à conveniência de fazer desse dia, de uma vez, o dia do Senhor deles e seu dia de repouso...
Se a autoridade da igreja deve ser passada por alto pelos protestantes, não vem ao caso; porque a oportunidade e a conveniência de ambos os lados constituem seguramente um argumento bastante forte para a mudança cerimonial, como do simples dia da semana para observância do repouso e santa convocação do sábado judaico."
Um livro idóneo é Mysteries of Mithra, de Cumont. Nas páginas 167, 168 e 191 há valiosas informações confirmadas pela História e pela Arqueologia a respeito do mitraísmo. Poderíamos acrescentar dezenas de outros depoimentos, porém o espaço não o permite. Os citados, no entanto, provam à saciedade a tremenda influência do edito constantiniano em implantar definitivamente a guarda do primeiro dia da semana.
Este é um assunto sério, está em causa a VERDADE BÍBLICA, está em causa a COERÊNCIA BÍBLICA, não se trata de uma TEIMOSIA, nem o querer ser DIFERENTE, mas trata-se do que é AUTÊNTICO E GENUÍNO, será que DEUS aceita menos do que isto? E você?