quarta-feira, 31 de março de 2010

AS 7 TROMBETAS DO APOCALIPSE: 2ª TROMBETA

2ª TROMBETA:
“O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terça parte dos navios.” (Apocalipse 8:8,9)
Na primeira trombeta é dada ênfase a “saraiva” e “fogo”, são analogias a rumores de batalhas e à própria guerra. Há também uma referência frequente à “terça parte”. É um recorrência que encontramos em todas as trombetas e tem sempre um sentido específico e é “centralidade” o “foco”, ou epicentro do acontecimento. Esta “terça parte” ou “um terço” dilata o seu sentido também para exprimir “uma grande parte”.
Tendo estes conceitos em mente, entremos nesta segunda trombeta. Ela fala de “mar”, em Apocalipse 17:1,15, “águas” simbolizam “povos, multidões, nações e línguas”. Nos tempos do Antigo Testamento, o Império Babilónico, constituído por vários povos idiomas, é identificado como “monte que destrói”. (Jeremias 51:24,25). O reino futuro de Cristo, incluindo as “nações” e “povos” felizes e leais, também é identificado com o “monte” em Daniel 2:35,44,45.
Deduzir que o “mar” da segunda trombeta é o mar da humanidade é contextualização bíblica. A “criação que tinha vida, existente no mar”, e os seus “navios” são pessoas e as suas possessões materiais. A “montanha” ardente que é lançada ao mar, e que destrói os que habitam no mar e os seus navios, são tribos piratas, grupos de povos hostis que se infiltram em regiões muito povoadas da terra. De facto é isto que a História no seu percurso nos tem apresentado, tribos bem organizadas entram nas cidades estados de forma surpreendente e conseguem tomar todas as riquezas que encontram no caminho.
Genserico, o líder dos vândalos, era um predador humano. A partir da sua base naval no Norte da África, navegava regularmente com o propósito de devastar e despovoar qualquer região costeira romana que lhe estimulasse a imaginação. “Para onde nos dirigiremos hoje?” perguntou-lhe o seu navegador. “Contra aqueles com os quais Deus está irado”, terá respondido Genserico (Procopius, History of the Wars, 3.5.23-25.)
Roma era a cidade estado mais populosa que se tenha conhecimento. Roma tinha-se tornado cristã com Constantino (310-312). Este facto, não tornou os seus governantes mais humanos, em vez, tornavam-se repulsivos os seus crimes. C.D.Gordon é um dos historiadores que observam “os padrões de conduta publica certamente não foram melhorados com a cristianização do Império (C.D. Gordon, The Age of Attila: Fifth-Century Byzantium and the Barbarians, ...p.ix).
É digno de nota que o século de desastres (378-476) a despeito do qual temos falado, abateu-se sobre Roma depois que ela adoptou o cristianismo. Em certo sentido, o Império Romano tornou-se o povo apóstata de Deus, amadurecido para experimentar os juízos de Deus, infligidos por seus inimigos.
(Recomendamos a leitura UMA NOVA ERA SEGUNDO AS PROFECIAS DO APOCALIPSE – de C.Mervyn Maxwell.)
Fique com Deus.

domingo, 28 de março de 2010

AS 7 TROMBETAS DO APOCALIPSE: 1ª TROMBETA

No decorrer do estudo postamos o texto bíblico, você pode e deve conferir na sua Bíblia.
Jesus dá no Apocalipse, uma visão profética tridimensional do que finalmente chegaria a ser a história desde os dias apostólicos até o tempo do fim: 1) as sete igrejas, 2) os sete Selos, e 3) as sete trombetas. A profecia das sete igrejas nos revela a história religiosa da era cristã, salientando as suas faltas e promete o galardão aos vencedores. Nessa profecia Deus destaca o Seu interesse e amor por Seu povo. Os sete selos profetizam a história social da era cristã, expondo especialmente o triste processo da apostasia. Também se apresenta a Deus como o Senhor da História e dando fim à dor e ao sofrimento. As sete trombetas focam a história militar que aconteceria ao longo da era cristã em relação com a igreja.
“6 Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.
7 O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde." (Apocalipse 8:6,7)
Nota: inquestionavelmente o evento que preenche as características apresentadas neste texto referem-se à memorável destruição judaica e a queda da sua capital, Jerusalém no ano 70 da nossa era.
Esta história é largamente conhecida, referida pelos historiadores como a queda de Jerusalém. Os exércitos romanos fizeram merecer á míngua, crucificaram, vararam com flechas ou a golpes de machado centenas de milhares de judeus. Jerusalém desapareceu. Nas palavras de Flábio Josefo, o historiador judeu que presenciou todo o drama, os romanos fizeram com que “futuros visitantes do loccal não conseguissem crer que ela (Jerusalém) alguma vez tivesse sido habitada.” Josephus, War, 7.3; Loeb 3:504,505.
A nação judaica rejeitara persistentemente os profetas. Por fim eles exigiram a morte do Filho de Deus, que viera salvar a todos nós. Assim Deus, relutantemente, teve que deixá-los colher o resultado da suas próprias opções. “Eis que a vossa casa vos ficará deserta”, dissera Jesus, com os olhos rasos de lágrimas. Mateus 23:38.
Jerusalém caiu diante dos seus inimigos porque antes decaíra da presença de Deus. a decisão de deixar Jerusalém entregue à própria sorte, caiu do Céu como fogo, mas a terrível destruição foi levada a efeito pelos inimigos pagãos da cidade, os romanos.
Felizmente, muitas pessoas aprenderam a lição provida por essa “trombeta de advertência”. Muitos judeus, individualmente, tornaram-se valorosos cristãos. Nos escritos dos primeiros líderes cristãos, a queda de Jerusalém era citada como evidência de que o verdadeiro povo de Deus necessitava de maior profundidade espiritual do que aquela que haviam tido os judeus que adoravam a Deus mas rejeitaram Seu Filho.
Amanhã estudaremos a 2ª trombeta, não falte ao encontro.
Fique com Deus.

quinta-feira, 25 de março de 2010

QUE DIZ A BÍBLIA SOBRE O INFERNO

Hoje vamos estudar o que a Bíblia diz acerca da destruição dos ímpios pelo fogo.

Muitas pessoas pensam no inferno e imaginam um diabo de barbicha. Ele tem uma forquilha que usa com prazer cruel para revirar as almas, desprovidas de corpo, dos pecadores, no fogo ardente, assando-os por toda a eternidade, enquanto eles gritam em agonia. Mas é este conceito popular de inferno fundamentado na Bíblia? Analisemos o que a Bíblia diz acerca deste assunto.
O nosso primeiro texto encontra-se em:
Mateus 10:28 “E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo.”
No juízo final os ímpios serão destruídos pelo fogo – isso é o inferno. Mas eles não serão almas desprovidas de corpo. Irão para o inferno com os seus corpos, como é dito em (Mateus 5:30 E, se a tua mão direita te faz tropeçar, corta-a e lança-a de ti; pois te é melhor que se perca um dos teus membros do que vá todo o teu corpo para o inferno.”.
Está no inferno hoje?
2º Pedro 2:9 “Também sabe o Senhor livrar da tentação os piedosos, e reservar para o dia do juízo os injustos, que já estão sendo castigados.”
Ninguém está no inferno hoje. Será no dia do julgamento que receberão o seu castigo.
Onde estão os mortos perdidos? Estão a arder agora no inferno?
Job 21:30-32
30 De que o mau é preservado no dia da destruição, e poupado no dia do furor?
31 Quem acusará diante dele o seu caminho? e quem lhe dará o pago do que fez?
32 Ele é levado para a sepultura, e vigiam-lhe o túmulo.
Todos os perdidos que morreram estão na sepultura. Um dia, todos serão ressuscitados para serem castigados.
Quando é que os perdidos serão ressuscitados da sepultura para serem castigados?
Mateus 13:40-42
40 Pois assim como o joio é colhido e queimado no fogo, assim será no fim do mundo.
41 Mandará o Filho do homem os seus anjos, e eles ajuntarão do seu reino todos os que servem de tropeço, e os que praticam a iniquidade,
42 E lançá-los-ão na fornalha de fogo; ali haverá choro e ranger de dentes.
Os perdidos serão ressuscitados e queimados no fim deste mundo.
João 5:28,29
28 Não vos admireis disso, porque vem a hora em que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a sua voz e sairão:
29 Os que tiverem feito o bem, para a ressurreição da vida, e os que tiverem praticado o mal, para a ressurreição do juízo.
Os justos serão ressuscitados com a vinda de Jesus e serão levados para o Céu. Os perdidos ressuscitarão na segunda ressurreição, chamada a ressurreição da condenação.
O livro de Apocalipse diz-nos quando terá lugar esta segunda ressurreição.
Apocalipse 20:6-8
6 Bem-aventurado e santo é aquele que tem parte na primeira ressurreição; sobre estes não tem poder a segunda morte; mas serão sacerdotes de Deus e de Cristo, e reinarão com ele durante os mil anos.
7 Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão,
8 E sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha.
Aqueles que ressuscitam na primeira ressurreição são os santos. Eles vão para o Céu durante 1000 anos. Depois dos 1000 anos Satanás é liberto, quando os ímpios forem ressuscitados, para que ele os engane pela última vez (3). Então, esta segunda ressurreição que leva à destruição dos pecadores, acontece 1000 anos depois da vinda de Jesus.
Onde terá lugar o fogo do inferno?
Apocalipse 20:9,10
9 E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou;
10 E o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.
“Sobre a largura da terra”. Quando os perdidos se revoltarem contra a cidade, Deus irá destruí-los. Hoje o inferno não é no centro da Terra, mas, depois dos 1000 anos, será à superfície da Terra.
Vamos resumir aquilo que aprendemos na Bíblia:
» É Deus que comanda, e não Satanás (Apocalipse 20:9 “desceu fogo do céu”)
» Apocalipse 20:10; O próprio Satanás é atirado para o fogo da destruição.
» As pessoas com os seus corpos serão consumidas.
» O inferno terá lugar no fim dos mil anos, depois da vinda de Jesus.
» O inferno acontece na superfície da Terra e não no centro dela.
» Actualmente ninguém está no inferno. Os perdidos descansam na sepultura, esperando o dia em que serão ressuscitados, na ressurreição da condenação.
Falemos agora do godo e do enxofre. Como é que será?
Malaquias 4:1.3
1 Pois eis que aquele dia vem ardendo como fornalha; todos os soberbos, e todos os que cometem impiedade, serão como restolho; e o dia que está para vir os abrasará, diz o Senhor dos exércitos, de sorte que não lhes deixará nem raiz nem ramo.
2 Mas para vós, os que temeis o meu nome, nascerá o sol da justiça, trazendo curas nas suas asas; e vós saireis e saltareis como bezerros da estrebaria.
3 E pisareis os ímpios, porque se farão cinza debaixo das plantas de vossos pés naquele dia que prepararei, diz o Senhor dos exércitos.
Nota: O fogo queimará os perdidos. Irá reduzi-los a cinza. Repare que até Satanás, a origem do mal, será destruído.
O facto de Satanás ser destruído no fogo do inferno está bem claro no próximo versículo:
Ezequiel 28:18,19
18 Pela multidão das tuas iniquidades, na injustiça do teu comércio, profanaste os teus santuários; eu, pois, fiz sair do meio de ti um fogo, que te consumiu a ti, e te tornei em cinza sobre a terra, à vista de todos os que te contemplavam.
19 Todos os que te conhecem entre os povos estão espantados de ti; chegaste a um fim horrível, e não mais existirás, por todo o sempre.
Este texto refere-se a Satanás (cf.v. 13-17). Diz que ele será reduzido a cinzas. Satanás deixará de existir. Isto é uma boa notícia!
Ninguém escapará do fogo destruidor se não entregar o seu coração a Cristo, antes d´Ele voltar.
Isaías 47:14 “Eis que são como restolho; o logo os queimará; não poderão livrar-se do poder das chamas; pois não é um braseiro com que se aquecer, nem fogo para se sentar junto dele.” O fogo queimará tudo de tal maneira que nem um carvão ou brasa ficará. O fogo transformará tudo em cinzas.
O que acontecerá aos ímpios que foram reduzidos a cinzas?
Salmo 37:20 “Mas os ímpios perecerão, e os inimigos do Senhor serão como a beleza das pastagens; desaparecerão, em fumaça se desfarão.”
Salmo 37:10 “Pois ainda um pouco, e o ímpio não existirá; atentarás para o seu lugar, e ele ali não estará.”
Deixarão de existir. Foram reduzidos a cinza e fumo. Não existirão mais. Se tivesse de os procurar não os poderia encontrar porque eles foram destruídos.
Nota: Provavelmente já ouviu dizer que os perdidos arderão no inferno por toda a eternidade, e sofrerão esta tortura para sempre. Essa ideia tem sido muito divulgada. Mas, através destes textos, podemos ver que ela não está na Bíblia.
Estou contente com a verdade que acabámos de ler na Bíblia, Deus castiga as pessoas pelos seus pecados, mas não são torturadas para sempre. Ele dá-lhes o salário do pecado, que é a morte, no fogo final (Romanos 6:23). Eles serão reduzidos a cinza e morrerão.
Vamos ver alguns dos textos que deram, a algumas pessoas, a ideia errada de que o fogo nunca acaba. Existem apenas dois, em comparação com os 182 textos que dizem que o inferno traz aniquilação.
Apocalipse 14:9-11
9 Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: Se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão,
10 Também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro.
11 A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome.
Este é o primeiro texto que parece dizer que os ímpios não são reduzidos a cinza.
Apocalipse 20:10 “e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos.”
Nota: Vou dar-lhe orientações para saber como interpretar a Bíblia. Quando tiver muitos textos que dizem uma coisa, e apenas uns pouvos que parecem dizer o contrário, então precisa de dar mais atenção aos que estão em minoria para descobrir a correspondência que existe entre eles e os outros em maioria. A Bíblia nunca se contradiz.
O ponto-chave aqui nestes dois textos tem a ver com o significado da expressão “para sempre.” A Bíblia usa a expressão “para sempre” mais de 57 vezes para se referir às coisas que já terminaram. Nós usamos “sempre” da mesma forma para significar enquanto dura.
Vejamos alguns exemplos:
Êxodo 21:6 “então seu senhor o levará perante os juízes, e o fará chegar à porta, ou ao umbral da porta, e o seu senhor lhe furará a orelha com uma sovela; e ele o servirá para sempre.”
Nota: Um escravo para sempre. Esta pessoa foi escrava até morrer. Aqui “para sempre” significa até morrer.
1ª Samuel 1:22,28
22 Ana, porém, não subiu, pois disse a seu marido: Quando o menino for desmamado, então e levarei, para que apareça perante o Senhor, e lá fique para sempre.
28 Por isso eu também o entreguei ao Senhor; por todos os dias que viver, ao Senhor está entregue. E adoraram ali ao Senhor.
Nota: Samuel tinha de ficar no templo “para sempre”. Mas a sua mãe explicou o que ela queria dizer com isto: “por todos os dias que viver.” O “para sempre” dele no templo terminou quando ele morreu.
Jonas 1:17 e 2:6
1:17 Então o Senhor deparou um grande peixe, para que tragasse a Jonas; e esteve Jonas três dias e três noites nas entranhas do peixe.
2:6 Eu desci até os fundamentos dos montes; a terra encerrou-me para sempre com os seus ferrolhos; mas tu, Senhor meu Deus, fizeste subir da cova a minha vida.
Nota: Jonas esteve na barriga da baleia durante três dias, mas pareceu-lhe que esteve ali “para sempre”. Para sempre terminou ao fim de três dias.
Os pecadores não convertidos arderão até ficarem reduzidos a cinzas e deixarem de existir. O “para sempre” deles é até morrerem e, depois, o efeito do fogo é que eles desaparecerão para sempre.
Outra expressão semelhante a “para sempre” que tem confundido algumas pessoas é “fogo eterno”. Pode encontrá-la mencionada em:
Judas 1:6,7
6 Aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia,
7 Assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo-se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno.
Nota: O que é que este “fogo eterno” significa? Repare que este texto diz que Sodoma e Gomorra sofreram o fogo eterno. Compare este versículo com:
2ª Pedro 2:4-6
4 Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no inferno, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo;
5 Se não poupou ao mundo antigo, embora preservasse a Noé, pregador da justiça, com mais sete pessoas, ao trazer o dilúvio sobre o mundo dos ímpios;
6 Se, reduzindo a cinza as cidades de Sodoma e Gomorra, condenou-as à destruição, havendo-as posto para exemplo aos que vivessem impiamente.
Nota: O mesmo tópico e as mesmas palavras, mas este texto deixa bem claro que o fogo eterno transforma as coisas em cinzas. Os efeitos do fogo são eternos. Se eu queimar um pedaço de papel, ele será consumido e reduzido a cinza e fumo. Nunca mais poderia substituí-lo. Teria desaparecido. O fogo ardente seria um fogo eterno.
Se houvesse apenas um texto para explicar claramente este assunto, o texto mais apreciado da Bíblia seria suficiente.
João 3:16 “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigénito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
O que acontece aos perdidos? Morrem. O que acontece aos salvos? Têm vida.
Não existem dois lugares onde passar a vida eterna. Ou somos destruídos OU vamos para o Céu. A Bíblia deixa bem claro qual é o único grupo que recebe vida eterna – os salvos. Pode ver isto noutros textos também. Vejamos:
1ª João 5:12 “Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”
Só aqueles que aceitam Jesus como Senhor e Salvador têm vida eterna.
Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”
Nota: O salário do pecado é a morte. O dom de Deus é a vida eterna através de Jesus. Aqueles que não têm Jesus recebem o salário do pecado, que é a morte. Aqueles que, seguem verdadeiramente Jesus recebem o dom de Deus - vida eterna. As pessoas ímpias não têm vida eterna. Elas morrem e deixam de existir, porque ficam reduzidas a cinza. Só os salvos recebem vida eterna. Vivem eternamente com Jesus.
Todos temos duas opções: a perdição ou a salvação. Recebemos o dom da vida eterna porque seguimos Jesus, ou recebemos o salário do pecado, acabando por arder no fogo do inferno até que fiquemos reduzidos a cinza e morramos para sempre. É um pensamento solene. Mas é a realidade da nossa existência. É por isso que é tão importante procurar o Senhor e pedir-Lhe que o Seu Espírito nos guie através da Sua palavra.
Tem sentido que Deus o/a guia nos nossos estudos?

Posso fazer-lhe uma pergunta? Se morresse agora mesmo, ou se Jesus voltasse já, qual seria o seu destino? O Céu ou o inferno? Tudo depende da aceitação ou rejeição de Jesus Cristo como Senhor e Amo da sua vida.
Deus o/a abençoe.

quarta-feira, 24 de março de 2010

MIL ANOS: PERÍODO ENTRE A 2ª E A 3ª VINDA DE CRISTO

Na Segunda Vinda de Jesus, o povo de Deus será levado para o céu. A Bíblia diz em 1 Tessalonicenses 4:16-17 “Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor.”
Na Segunda Vinda de Cristo, os ímpios estarão cheios de terror e desespero. A Bíblia diz em Apocalipse 6:16-17 “E diziam aos montes e aos rochedos: Caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?”
O líder dos ímpios será destruído com a glória da Vinda de Cristo e os resto dos ímpios serão destruídos pela Sua espada. A Bíblia diz em 2 Tessalonicenses 2:8 “E então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda.” A Bíblia diz em Apocalipse 19:21 “E os demais foram mortos pela espada que saía da boca daquele que estava montado no cavalo; e todas as aves se fartaram das carnes deles.”
Como os justos irão para o céu com o Senhor e os ímpios serão destruídos pela aparição de Jesus, a terra ficará sem habitantes humanos durante um tempo. A Bíblia diz em Jeremias 4:23-25 “Observei a terra, e eis que era sem forma e vazia; também os céus, e não tinham a sua luz. Observei os montes, e eis que estavam tremendo; e todos os outeiros estremeciam. Observei e eis que não havia homem algum, e todas as aves do céu tinham fugido.”
Os outros ímpios ficarão nas suas sepulturas durante mil anos. A Bíblia diz em Apocalipse 20:4-5 “E vi as almas daqueles que foram degolados por causa do testemunho de Jesus e da palavra de Deus, e que não adoraram a besta nem a sua imagem, e não receberam o sinal na fronte nem nas mãos; e reviveram, e reinaram com Cristo durante mil anos. Mas os outros mortos não reviveram, até que os mil anos se completassem. Esta é a primeira ressurreição.”
Enquanto os santos estão no céu e os ímpios estão mortos, o diabo estará limitado a esta terra deserta durante 1000 anos. A Bíblia diz em Apocalipse 20:1-3 “E vi descer do céu um anjo, que tinha a chave do abismo e uma grande cadeia na sua mão. Ele prendeu o dragão, a antiga serpente, que é o Diabo e Satanás, e o amarrou por mil anos. Lançou-o no abismo, o qual fechou e selou sobre ele, para que não enganasse mais as nações até que os mil anos se completassem. Depois disto é necessário que ele seja solto por um pouco de tempo.”
Ao final dos 1000 anos a Nova Jerusalém descenderá do céu à terra. A Bíblia diz em Apocalipse 21:1-3 “E vi um novo céu e uma nova terra. Porque já se foram o primeiro céu e a primeira terra, e o mar já não existe. E vi a santa cidade, a nova Jerusalém, que descia do céu da parte de Deus, adereçada como uma noiva ataviada para o seu noivo. E ouvi uma grande voz, vinda do trono, que dizia: Eis que o tabernáculo de Deus está com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e Deus mesmo estará com eles.”
Nessa altura os ímpios ressuscitados e Satanás livre tentarão apoderar-se da cidade de Deus. A Bíblia diz em Apocalipse 20:7-9 “Ora, quando se completarem os mil anos, Satanás será solto da sua prisão, e sairá a enganar as nações que estão nos quatro cantos da terra, Gogue e Magogue, cujo número é como a areia do mar, a fim de ajuntá-las para a batalha. E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou.”
E nessa altura serão destruídos pelo fogo do inferno. A Bíblia diz em Apocalipse 20:9 “E subiram sobre a largura da terra, e cercaram o arraial dos santos e a cidade querida; mas desceu fogo do céu, e os devorou.”

segunda-feira, 22 de março de 2010

O MISTÉRIO DA MORTE RESOLVIDO

Deus formou o homem como alma vivente, agente moral livre, feito à Sua imagem, criado para Sua glória. Génesis 1:26-28; 2:7; Salmo 8:4-6; Isaías 43:7. Não era dotado de imortalidade natural e incondicional. Unicamente pela obediência a Deus e o comer da árvore da vida poderia ele perpetuar a existência. Génesis 2:9, 16 e 17. Devido à sua desobediência, perdeu o homem o acesso à árvore da vida, distanciou-se da glória do Criador e foi separado da fonte da vida. O pecado trouxe morte a Adão e a todos os seus descendentes. Génesis 3:19, 22-24; Eclesiastes 12:7; Isaías 59:2; Romanos 5:12 e 17; Ezequiel 18:4; Romanos 6:23.
Feito à imagem de Deus.
“Deus criou o homem à Sua própria imagem. Não há mistério aqui. Não há lugar para a suposição de que o homem evoluiu, por meio de graus de desenvolvimento morosos, das formas inferiores da vida animal ou vegetal. Tal ensino rebaixa a grande obra do Criador ao nível das concepções estreitas e terrenas do homem. Os homens são tão persistentes em excluir Deus da soberania do Universo, que degradam o homem e o despojam da dignidade de sua origem. Aquele que estabeleceu os mundos estelares nos altos céus, e com perícia delicada coloriu as flores do campo, Aquele que encheu a Terra e os céus com as maravilhas de Seu poder, vindo a coroar Sua obra gloriosa a fim de pôr em seu meio alguém para ser o governador da linda Terra, não deixou de criar um ser digno das mãos que lhe deram vida. Conforme é dada pela inspiração, a genealogia de nossa raça remonta sua origem não a uma linhagem de germes, moluscos e quadrúpedes a se desenvolverem, mas ao grande Criador. Posto que formado do pó, Adão era filho ‘de Deus’. Lucas 3:38.”(1)
Imortalidade condicional.
“A imortalidade, prometida ao homem sob condição de obediência, foi perdida pela transgressão. Adão não poderia transmitir à sua posteridade aquilo que não possuía. Não poderia haver esperança nenhuma para a raça decaída, se, pelo sacrifício de Seu Filho, Deus não houvesse trazido a imortalidade ao seu alcance.”(2)
“O único que prometeu a Adão vida em desobediência foi o grande enganador. A declaração da serpente a Eva, no Éden — ‘Certamente não morrereis’ — foi o primeiro sermão pregado acerca da imortalidade da alma. Todavia, essa declaração, repousando apenas na autoridade de Satanás, ecoa dos púlpitos da cristandade, e é recebida pela maior parte da humanidade tão facilmente como o foi pelos nossos primeiros pais.”(3)
“Em sua inocência, Adão havia desfrutado ampla comunhão com o Criador. Porém, o pecado opera separação entre Deus e o homem, e unicamente a obra expiatória de Cristo poderia transpor o abismo e tornar possível a comunicação de bênçãos ou salvação, do Céu à Terra. O homem ainda estava desligado de uma aproximação directa com o Criador, mas Deus Se comunicaria com ele por meio de Cristo e os anjos.”(4)
“Os olhos de Adão e Eva foram abertos, mas para quê? Para verem a própria vergonha e ruína, e perceberem que as vestes de luz celestial que haviam sido sua protecção não estavam mais em torno deles como salvaguarda. Viram que nudez era o resultado da transgressão. Ao ouvirem a voz do Criador no jardim, esconderam-se d´Ele, pois anteciparam o que antes não conheciam — a condenação de Deus.”(5)
“Depois da sua transgressão, Adão a princípio imaginou-se a entrar para condição mais elevada de existência. Porém, logo o pensamento de seu pecado o encheu de terror. O ar, que até ali havia sido de temperatura amena e uniforme, parecia resfriar o casal culpado. Desapareceram o amor e paz que haviam desfrutado, e em seu lugar experimentavam intuição de pecado, terror pelo futuro, nudez de alma. A veste de luz que os rodeara, agora desapareceu. Para suprir sua falta procuraram fazer para si uma cobertura, pois enquanto estivessem nus, não podiam enfrentar o olhar de Deus e dos santos anjos.”(6)
Imortalidade obtida unicamente através de Cristo.
Como consequência da queda de Adão, o homem tornou-se mortal, sujeito à morte. Sua posteridade nasceu com propensões inerentes de desobediência. Salmo 51:5; Romanos 3:10-18; Marcos 7:20-23; Jeremias 17:9. Unicamente através de Cristo as pessoas podem ser libertas do pecado, o carácter de Deus lhes ser restaurado, e reaver a posição original perante Deus. Mateus 5:48; Romanos 3:23-26; Actos 4:12; João 8:36; 14:6; 2 Coríntios 5:19; Tito 2:13 e 14; 3:3-6.
Os que aceitam essa provisão, buscando a vida eterna, receberão a imortalidade por ocasião da segunda vinda de Cristo, quando os santos que dormem serão chamados de volta à vida pela voz do Arcanjo. Romanos 2:6 e 7; 6:22 e 23; 8:11; 1 Coríntios 15:20-23, 51-54, 1 Tessalonicenses 4:13-17.
“No Éden, o homem caiu de sua alta condição. Através da transgressão, tornou-se sujeito à morte. Foi visto no Céu que os seres humanos estavam em perigo, e a compaixão de Deus foi movida. A custo infinito Ele divisou um meio de ajuda. ‘Amou o mundo de tal maneira que deu o Seu Filho unigénito, para que todo aquele que nEle crê não pereça, mas tenha a vida eterna.’ João 3:16. Não havia esperança para o transgressor, excepto através de Cristo.”(7)
“O resultado de comer da árvore da ciência do bem e do mal, é manifesto na experiência de todo homem. Há em sua natureza pendor para o mal, força à qual, sem auxílio, não poderá ele resistir. Para opor resistência a essa força, para atingir aquele ideal que no íntimo da alma ele aceita como o único digno, não pode encontrar auxílio senão em um poder. Esse poder é Cristo. A cooperação com esse poder é a maior necessidade do homem.”(8)
“Para nós, os ensinos de Cristo devem ser como as folhas da árvore da vida. À medida que comemos e digerimos o pão da vida, revelaremos carácter simétrico.”(9)
Os mortos estão inconscientes.
A primeira morte, à qual todos nós estamos sujeitos, é um estado de total ausência de vida. É representada como um profundo sono. Eclesiastes 9:5 e 6; Salmo 6:5; 115:17;
146:4; Eclesiastes 3:20; Isaías 38:18 e 19; João 11:11-14.
Os mortos estão nas sepulturas.
Ao morrer, um homem bom não vai para o Céu. Tampouco o homem mau não vai para o inferno (lago de fogo). Todos, bons e maus morrendo, vão para a sepultura. Jó 7:9 e 10; 14:10-14; 17:13-16; Eclesiastes 9:10; Salmo 89:48; 104:29; Atos 2:29 e 34; Daniel 12:13; Hebreus 11:13; Apocalipse 11:18.
Vida após a morte, unicamente através da ressurreição.
Os justos mortos serão ressuscitados. Jó 14:14 e 15; 19:25-27; Oséias 13:14; Hebreus 11:39 e 40; João 11:38, 39 e 43; 1 Coríntios 15:51; 2 Timóteo 4:7 e 8; João 11:25. À segunda vinda de Cristo, serão levados para o Céu. 1 Tessalonicenses 4:13-17; João 14:1-3. Os ímpios mortos não estão em um lugar de tormento. 2 Pedro 2:9; João 5:28 e 29. Serão ressuscitados ao término do milénio. Apocalipse 20:5 e 6.
“Para Seus filhos crentes, Cristo apresenta a morte como um sono. A vida deles está escondida com Cristo em Deus. Até que soe a derradeira trombeta, os que morrem dormirão nEle.”(10)
“Cristo tornou-Se uma mesma carne conosco, a fim de nos podermos tornar um espírito com Ele. É em virtude dessa união que havemos de ressurgir do sepulcro — não somente como manifestação do poder de Cristo, mas porque, mediante a fé, Sua vida se tornou nossa. Os que vêem a Cristo em Seu verdadeiro carácter, e O recebem no coração, têm vida eterna. É por meio do Espírito que Cristo habita em nós. Recebido no coração pela fé, o Espírito de Deus é o princípio da vida eterna.”(11)
“Nossa identidade pessoal é preservada na ressurreição, ainda que não composta das mesmas partículas de matéria ou substância material idas para a sepultura. As obras fantásticas de Deus são mistério para as pessoas. O espírito, o carácter das pessoas, retorna para Deus, a fim de ser preservado. Na ressurreição, todos terão o próprio carácter. Em Seu próprio tempo, Deus conclamará os mortos, dando novamente o fôlego de vida e ordenando aos ossos secos que vivam. A mesma forma surgirá, mas livre de doenças e qualquer defeito. Vive novamente levando a mesma individualidade de características, de forma que amigo reconheça amigo. Não há lei de Deus na natureza que mostre que Deus retorna partículas de matéria idênticas às que compuseram o corpo antes da morte. Deus dará aos justos mortos um corpo que O agradará. Paulo ilustra o assunto pela semente lançada no campo. A semente plantada decai, mas vem à tona nova semente. A substância natural no grão que decai nunca se levanta como antes, mas Deus lhe dá um corpo como Lhe apraz. Material excelente comporá o corpo humano, pois é nova criação, novo nascimento.”(12)
O destino dos maus.
Depois de os maus serem julgados (Apocalipse 20:4), sofrem a segunda morte (destruição, extermínio, extinção ou aniquilação), que lhes será aplicada ao fim do milénio — os mil anos de Apocalipse 20. Apocalipse 20:9, 14 e 15; Malaquias 4:1 e 3; Salmo 37:9, 10, 20 e 38; Obadias 15 e 16.
Referências
1. Patriarcas e Profetas, pág. 45; 2. O Grande Conflito, pág. 533; 3. Ibidem; 4. Patriarcas e Profetas, pág. 67; 5. The Signs of the Times, 29 de maio de 1901; 6. Patriarcas e Profetas, pág. 57; 7. Testimonies for the Church, vol. 8, pág. 25; 8. Educação, pág. 29; 9. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 5, pág. 1135; Conselhos Sobre Mordomia, págs. 92 e 93; 10. O Desejado de todas as Nações, pág. 527; 11. Idem, pág. 388; 12. The SDA Bible Commentary (E.G.White Comments), vol. 6, pág. 1093.

domingo, 21 de março de 2010

A SEGUNDA VINDA DE JESUS SERÁ; VISÍVEL EM TODO O UNIVERSO

A verdade da segunda vinda de Cristo é uma das mais importantes doutrinas em toda a Bíblia. Sua segunda vinda dará fim ao reino do pecado e conduzirá ao estabelecimento do reino eterno de justiça e paz. A vinda de Cristo será literal, pessoal e visível a todos os homens - universal.
O segundo advento de Cristo completará a obra de redenção e instaurará o reino de justiça. Esse evento profetizado — que tem sido a grande esperança dos servos de Deus em todas as eras — é repetido muitas vezes no Antigo e Novo Testamentos. Jó 19:25-27; Salmo 50:3; 97:3-5; Isaías 66:15 (cf 2 Tessalonicenses 1:5-10); Atos 1:11; Hebreus 9:28; 10:37; Judas 14; Apocalipse 22:20.
Propósito da vinda de Jesus
O propósito principal da vinda de Cristo é levar Seu povo com Ele para as mansões celestiais na Nova Jerusalém. Isaías 25:9; João 14:1-3; Mateus 24:31; 25:31-34; 1 Tessalonicenses 4:13-17; Apocalipse 22:12. Então Ele porá fim aos reinos deste mundo, executará juízo sobre os maus e dará o reino aos santos para sempre. Daniel 2:44 e 45; 7:27; Judas 15; Atos 17:31; 2 Timóteo 4:1; 1 Tessalonicenses 4:17.
Sinais do segundo advento do Salvador
Muitos sinais apontam para a proximidade da vinda de Cristo. Porém, não conhecemos o tempo exato desse grande evento. Isaías 24:4-6, 17-21; Joel 1:15-20; 2:30 e 31; 3:9-16; Mateus 24:2-31; 1 Tessalonicenses 5:1-3; 2 Tessalonicenses 2:1-5. Satanás tentará personificar a vinda de Cristo, mas não será capaz de enganar os eleitos. Mateus 24:23-26; 2 Coríntios 11:14.
Preparação para o segundo advento
Na Sua vinda, Cristo receberá unicamente os que estiverem “prontos”. Então não nos fará perfeitos. Deve nos “achar perfeitos”. Devemos ser feitos irrepreensíveis enquanto a porta da graça está aberta, de modo que possamos ser “conservados irrepreensíveis para a vinda de nosso Senhor Jesus Cristo”. Judas 24; Mateus 25:10; 1 Tessalonicenses 5:23; 2 Pedro 3:11, 12 e 14; 1 João 3:2 e 3; Efésios 5:27; Apocalipse 21:27.
A forma da vinda de Jesus
A vinda de Cristo, como foi dito acima, será pessoal, literal, visível, audível e universal. Lucas 9:26; Mateus 24:27 e 30; Tito 2:13; 2 Tessalonicenses 2:8; Apocalipse 1:7; 6:15-17; 19:11-16. Não pode ser contrafeita por Satanás. 1 Tessalonicenses 4:16.
Alguns dos eventos importantes ligados ao segundo advento:
a) A porta da graça é fechada pouco antes da segunda vinda de Cristo. Mateus 7:22 e 23; 25:6-13; Lucas 13:23-25; Apocalipse 22:11.
b) A plenitude da ira de Deus virá sobre a Terra nas sete últimas pragas. Quando a sexta praga for derramada, o caminho para a batalha do Armagedom estará preparado. Um terremoto poderoso abalará toda a Terra no início da sétima praga. Apocalipse 16:1-21(1).
c) Haverá ressurreição parcial pouco antes da volta de Cristo. Daniel 12:2; Mateus 26:64; Apocalipse 1:7.
“Abrem-se sepulturas, e ‘muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno’. Daniel 12:2. Todos que morreram na fé da mensagem do terceiro anjo saem do túmulo glorificados para ouvirem o concerto de paz, estabelecido por Deus com os que guardaram Sua lei. ‘Os mesmos que O traspassaram’ (Apocalipse 1:7), os que zombaram e escarneceram da agonia de Cristo, e os inimigos mais acérrimos de Sua verdade e povo, ressuscitam para contemplá-Lo em Sua glória, e ver a honra conferida aos fiéis e obedientes.”(2)
d) À vinda de Cristo, os justos mortos serão ressuscitados imortais, e os justos vivos serão transformados, de mortais para imortais. Encontram o Senhor nos ares e são levados para o céu, onde permanecerão perante o trono de Deus. João 5:25, 28 e 29; 1 Coríntios 15:50-54; 1 Tessalonicenses 4:14-17; Filipenses 3:20 e 21; Apocalipse 7:4, 9-12.
“Os justos vivos são transformados ‘num momento, num abrir e fechar de olhos’. À voz de Deus foram eles glorificados. Agora tornam-se imortais. Com os santos ressuscitados são arrebatados para encontrar seu Senhor nos ares.”(3)
e) Os ímpios que sobreviverem às sete últimas pragas serão destruídos pelo resplendor da Sua vinda. Isaías 24:6; Lucas 17:29 e 30; 2 Tessalonicenses 1:7-10; Apocalipse 6:15-17 (cf Isaías 2:19-21). Não haverá segunda chance para eles. Isaías 26:10; Jeremias 8:20; Lucas 13:24-28; 2 Coríntios 6:2.
f) Toda a Terra será desolada. Isaías 13:6-13; Jeremias 4:23-25; 2 Pedro 3:10
Identificando o Anticristo
Leia Mateus 24:23-25.
“Somos advertidos de que nos últimos dias ele [Satanás] trabalhará com sinais e prodígios de mentira. E continuará esses prodígios até o fim da graça, para que os indique como prova de que ele é um anjo de luz e não de trevas.”(4)
“Satanás veio como anjo de luz no deserto da tentação, para enganar Cristo. Não vem ao homem em forma hedionda, como é apresentado algumas vezes, mas como anjo de luz. Virá personificando Jesus Cristo, operando milagres poderosos. As pessoas se prostrarão e o adorarão, como a Jesus Cristo. Seremos ordenados a adorar esse ser, que o mundo glorificará como Cristo. Que faremos? Falai-lhes que Cristo nos advertiu contra tal inimigo, que é o pior adversário das pessoas, ainda que alegue ser Deus. Que quando Cristo realizar Sua aparição, o fará com poder e grande glória, acompanhado de dez mil vezes dez mil anjos, e de milhares de milhares. E que quando Ele vier, conheceremos Sua voz.”(5)
“Nessa época aparecerá o anticristo, como o Cristo verdadeiro, e então a lei de Deus será anulada completamente entre as nações do mundo. Sazonará a rebelião contra a santa lei de Deus. Porém, o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás disfarçado em anjo de luz. Os homens serão iludidos e o exaltarão ao lugar de Deus, deificando-o. Entretanto, a Onipotência intervirá, e às igrejas apostatadas que se unirem na exaltação de Satanás, se expedirá a sentença: ‘Portanto, num dia virão as suas pragas: a morte, e o pranto, e a fome; e será queimada no fogo, porque é forte o Senhor Deus que a julga.’ Apocalipse 18:8.”(6)
O Cristo verdadeiro“Uma das verdades mais solenes, e não obstante mais gloriosas, reveladas na Escritura Sagrada, é a da segunda vinda de Cristo para completar a grande obra da redenção.”(7)
“A vinda do Senhor tem sido em todos os séculos a esperança de Seus verdadeiros seguidores.”(8)
“A proclamação do Juízo é anunciação de que a segunda vinda de Cristo está próxima. Essa proclamação é chamada o evangelho eterno. Desse modo é mostrado que a pregação da segunda vinda de Cristo ou a anunciação de sua brevidade, é parte essencial da mensagem evangélica.”(9)
“Surge logo no Oriente uma pequena nuvem negra, aproximadamente da metade do tamanho da mão de um homem. É a nuvem que rodeia o Salvador, e que, à distância, parece estar envolta em trevas. O povo de Deus sabe ser esse o sinal do Filho do homem. Em silêncio solene fitam-na enquanto se aproxima da Terra, mais e mais brilhante e gloriosa, até se tornar grande nuvem branca, mostrando na base glória semelhante ao fogo consumidor e encimada pelo arco-íris do concerto. Na nuvem, Jesus avança como poderoso vencedor. ... Aproximando-se ainda mais a nuvem viva, todos os olhos contemplam o Príncipe da vida. Nenhuma coroa de espinhos agora desfigura a cabeça sagrada, mas um diadema de glória repousa sobre a fronte santa. O semblante divino irradia o fulgor deslumbrante do Sol meridiano. ‘E no vestido e na Sua coxa tem escrito este nome: Rei dos reis e Senhor dos senhores.’ Apocalipse 19:16.”(10)

Referências
1.Ver O Grande Conflito, pág. 637; 2. O Grande Conflito, pág. 637; 3. Idem, pág. 645; 4. Mensagens Escolhidas, vol. 2, pág. 51; 5. The Review and Herald, 18 de dezembro de 1888; 6. Testemunhos Para Ministros, pág. 62; 7. O Grande Conflito, pág. 299; 8. Idem, pág. 302; 9. Parábolas de Jesus, págs. 227 e 228; Conselhos Sobre Mordomia, págs. 92 e 93; 10. O Grande Conflito, págs. 640 e 641.

sexta-feira, 19 de março de 2010

A PONTA PEQUENA ATACA A LEI DE DEUS - O SÁBADO

Não creia que apresento este assunto para ferir ou magoar alguém, não. Oro ao Deus Eterno que me derrame sobre mim e sobre você o Espírito Santo, necessitamos do poder para compreender este assunto e tomar a decisão contra a "corrente". Deixe a Bíblia falar, nós perguntamos e ela responde, o Senhor nos abençoe em Jesus. Amém!
Introdução: Denifinição do Dicionário (KLS) relativa à palavra: LEI
"Lei - Regra necessária ou obrigatória: submeter-se a uma lei/Acto de autoridade soberana, que regula, ordena, autoriza ou veda: promulgar uma lei/Lei Divina, conjunto dos preceitos que Deus ordenou aos homens pela revelação.
Faz o Sábado parte da Lei Divina?
(Êxodo 20:8-11) - Lembra-te do dia do sábado, para o santificar. Seis dias trabalharás, e farás toda a tua obra. Mas o sétimo dia é o sábado do SENHOR teu Deus; não farás nenhuma obra, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o teu estrangeiro, que está dentro das tuas portas. Porque em seis dias fez o SENHOR os céus e a terra, o mar e tudo que neles há, e ao sétimo dia descansou; portanto abençoou o SENHOR o dia do sábado, e o santificou.
Qual, segundo a revelação, seria a atitude de Cristo em relação à Lei?
(Isaías 42:21) - O SENHOR se agradava dele por amor da sua justiça; engrandeceu-o pela lei, e o fez glorioso.
No primeiro discurso de Cristo, como se referiu à Lei?
(Mateus 5:17) - Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
A Lei de Deus é para durar por quanto tempo?
(Mateus 5:18) - Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido.
Nota: Torna-se óbvio por estas afirmações do Senhor Jesus que a Lei de Deus na qual se incorpora o Sábado como mandamento, não seria abolido na dispensação cristã, e que Cristo não tinha em mente fazer qualquer alteração a algum dos mandamentos. No entanto a prática cristã é bem diferente, ou seja, em vez de ter em alta estima a Lei de Deus e naturalmente o Sábado, guardam o Domingo, crendo que foi Cristo que fez esta abolição. Vemos nas próprias palavras do Senhor que não faz nenhuma alusão a alterar. Deve buscar-se, pois, em qualquer outra parte a responsabilidade dessa mundança.
Que disse Deus, pelo profeta Daniel (ver neste site o portal: viverpelaverdade), que o poder representado pela "ponta pequena" cuidaria em fazer?
(Daniel 7:25) - E proferirá palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará em mudar os tempos e a lei; e eles serão entregues na sua mão, por um tempo, e tempos, e a metade de um tempo.
Que disse o Apóstolo Paulo, faria "o homem do pecado"?
(II Tessalonicenses 2:2,3) - Que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto. Ninguém de maneira alguma vos engane; porque não será assim sem que antes venha a apostasia, e se manifeste o homem do pecado, o filho da perdição.
Nota: Só existe um meio pelo qual qualquer poder pode exaltar-se acima de Deus, e esse é pretender mudar a Lei de Deus, e exigir obediencia à sua própria lei em lugar à Lei de Deus.
Que poder se atribui autoridade para mudar a Lei de Deus?
* O papado.
"O Papa é de tão grande autoridade e poder que ele pode modificar, explicar ou interpretar mesmo as leis divinas... O Papa pode modificar uma Lei Divina, visto o seu poder não provir de homem, mas de Deus, e ele age como representante de Deus na Terra." Lucius Ferraris, Prompta Bibliotheca, "Papa," art. 2.
Que mandamento da Lei de Deus especialmente cuidou o papado em mudar?
* O quarto mandamento.
"Eles (os Católicos) alegam que o Sábado foi mudado para o Domingo, o dia do Senhor, contrariamente ao Decálogo, como é evidente; nem existe exemplo algum de maior jactância do que a mudança do dia de repouso. Grande, dizem eles, é o poder e autoridade da Igreja, visto haver dispensado um dos Dez Mandamentos." - Augsburg Confessions, Art. XXVIII.
"Ela (a Igreja Católica Romana) subverteu o quarto mandamento, dispensando o Sábado da Palavra de Deus e substituindo-o pelo Domingo, como dia santificado." - S. Summerbell, em History of the Christians, p. 418.
Qual foi o propósito de Deus ao ordenar a Israel ao sanfiticar o Sábado?
(Ezequiel 20:20) - E santificai os meus sábados, e servirão de sinal entre mim e vós, para que saibais que eu sou o SENHOR vosso Deus.
Como o Sábado foi dado para que o homem se lembrasse de Deus como Seu Criador, pode perceber-se imediatamente que um poder buscasse exaltar-se acima de Deus, um poder que procuraria em primeiro lugar cobrir ou remover aquilo que chama a atenção do homem para o Seu Criador. Isto não poderia ser feito com mais eficiência do que pondo de parte a memória divina - o Sábado do sétimo dia. A esse trabalho do papado faz Daniel referencia, ao dizer: "Ele cuidará em mudar os tempos e a lei." Daniel 7:25.
Reconhece o papado ter mudado o Sábado?
* Sim.
- Pergunta: Como podeis provar que a Igreja possui poder de ordenar festas e dias santos?
- Resposta: Pelo próprio acto da mudança do dia de descanso para o Domingo, o qual todos os Protestantes aceitam; e portanto, contradizem-se positivamente, observando o Domingo, e violando a maioria dos outros dias de festas ordenados pela mesma Igreja.
Abridgement of Christian Doctrine, plo Rev. Henry Tuberville, D.D., do Douay College, França (1649), p. 58.
- Pergunta: Tendes qualquer outra maneira de provar que a Igreja tem poder de instituir festas por preceito?
- Resposta: Não tivesse ela esse poder, e não poderia ter feito aquilo em que concordam todos os Dirigentes das Religiões Cristãs - não poderia ter substituído a observancia do Sábado do sétimo dia da semana, pela do Domingo, o primeiro dia, mudança para a qual não há autoridade Escriturística." Catecismo Doutrinal, do Reverendo Stephan Keenan, p. 174.
"A Igreja Católica, por sua própria e infalível autoridade criou o Domingo como dia santificado para substituir o Sábado, da Lei." Kansas City Catholic, de 9 de Fevereiro de 1893.
Reconhecem as autoridades católicas não ter a Bíblia mandamento algum para a santificação do Domingo?
"Podereis ler a Bíblia do Génesis ao Apocalipse, e não encontrareis uma única linha que autorize a santificação do Domingo. As Escrituras ordenam a observancia religiosa do Sábado, dia que nós não santificamos." Cardeal Gibbons em The Faith of Our Fathers, edição de 1892, p. 111.
"O Domingo é uma instituição católica, e a sua observancia só pode ser defendida por principios católicos. De principio a fim das Escrituras não é possível encontrar uma única passagem que autorize a mudança do culto público semanal, do último para o primeiro dia da semana."
Catholic Press (Sidney, Australia), 25 de Agosto de 1900.
Reconhecem isso os escritores Protestantes?
* Sim.
O Dr. Edward T. Hiscox, autor do Manual Baptista, fez perante um grupo de pastores, a seguinte e sincera admissão: "Havia e há um mandamento de manda santificar o Sábado, mas esse Sábado não era o Domingo. Dir-se-á, entretanto, e com alguma demonstração de triunfo, que o Sábado foi transferido do sétimo dia para o primeiro dia da semana, com todos os seus deveres, privilégios e sanções. Sinceramente desejo de informação sobre esse assunto, que estudei por muitos anos, pergunto: Onde é possível encontrar-se o registo de uma tal mudança? Não no Novo Testamento, absolutamente não. Não existe prova escrituristica da mudança da instituição do Sábado do sétimo dia para o primeiro dia da semana.
"É claro" conua ele, "que sei prefeitamente ter o Domingo entrado em uso, como dia religioso, na primitiva história cristã, o que sabemos através dos pais da Igreja e de outras fontes. Que pena, porém, que ele nos venha assinalado com a marca do paganismo e baptizado com o nome do deus Sol, em seguida adoptado e sancionado pela apostasia papal, e legado ao protestantismo como uma doação sagrada." De um discurso feito a 13 de Novembro de 1893.
Presbiterianos: "O Sábado cristão (domingo) não se encontra na Escritura, e não era pela Igreja Primitiva chamado o Sábado." Tratado de Teologia de Dwight, vol. 4, p. 401.
Congregacionalistas: "Não existe na Bíblia mandamento que requeira de nós a observancia do primeiro dia da semana como sendo o Sábado cristão." Mode and Subjects of Baptism, por Fowler.
Episcopais: "A festa do Domingo, como todas as outras festividades, foi sempre uma ordenança simplesmente humana, e estava longe das cogitações so Apóstolos estabelecer a este respeito uma ordem divina - longe deles e da Primeira Igreja Apostólica transferir para o Domingo as leis do Sábado." The History of the Christians Religion and Church, Neander, p. 186.
Metodistas: "É certo não haver mandamento positivo para o baptismo infantil... Também não o há para santificar o primeiro dia da semana." Theological Compend (1902), Rev. Amós Binney, ps. 180,181.
Luteranos: "A observancia do dia do Senhor (domingo) não se baseia em nenhum mandamento de Deus, mas sim na autoridade da Igreja." Augsburg Confession of Faith.
Como se processou esta mudança na observancia dos dias, subitamente ou gradualmente?
* Gradualmente.
"A Igreja Cristã não operou uma transferência formal de um dia para o outro, mas sim gradual e quase inconscientemente." The Voice from Sinai, Archdeacon F. W. Farrar, p. 167.
Nota. Esta é em si mesma, a prova de não ter havido mandamento divino para a mudança do Sábado.
Durante quanto tempo foi o Sábado observado na Igreja Cristã?
* Por muitos séculos. Efectivamente, a sua observancia nunca cessou completamente entre os cristãos.
Nota: Diz o Sr. Mrer, ilustre clérigo da Igreja da Inglaterra: "Os primitivos cristãos tinham grande veneração pelo Sábado e passavm o dia em devoção e sermões. E não é de duvidar que os próprios Apóstolos tenham tido esta pratica." Diálogos Sobre o Dia do Senhor, p. 189.
"O Sábado foi religiosamente observado na Igreja do Oriente, durante mais de trezentos anos depois da paixão do Salvador." Learned Treatise of the Sabbath, pelo Professor E. Brerwood, do Gresham College, Londres (Episcopal), p. 77.
Lyman Coleman, criterioso e sincero historiador, diz: "Retrocedendo até ao quinto século, foi contínua a observancia do Sábado na Igreja Cristã, mas com rigor e solenidade gradualmente decrescente, até ser de todo abolida." Ancient Christianity Exemplified, cap. 26, secção 2.
Diz o historiador Sócrates, que escreveu em medados do século V: "Quase todas as igrejas do Mundo celebram os sagrados mistérios no Sábado de cada semana; não obstante os cristãos de Alexandria e de Roma, em vista de alguma antiga tradição, recusaram-se a fazê-lo." Ecclesiastical historiy, Livro V, cap. 22.
Sozomen, outro historiador do mesmo período, escreveu: "O povo de Constantinopla e de outras cidade, congrega-se tanto ao Sábado como no dia imediato; costume esse que nunca é observado em Roma." Idem, Livro 7, cap. 19.
Tudo isto teria sido impensável e impossível caso houvesse sido dado um mandamento divino para a mudança do Sábado. As útimas duas citações mostram também que foi Roma a dar inicio a apostasia do Sábado.
Como se originou a observância do Domingo?
“A oposição ao judaísmo introduziu a festividade particular do domingo, muito cedo, realmente, em substituição do Sábado… A festa do Domingo, como todas as outras festividades, era de cariz humana, e estava longe do pensamento dos Apóstolos de o introduzir em substituição do Sábado (apesar da cultura e religiosidade pagã terem como dia de culto religioso o Domingo), longe deles e da Primeira Igreja Apostólica, transferir para o Domingo o mandamento do Sábado. No fim do segundo século, começou a surgir uma progressiva alteração do pensamento cristão, pois a esse tempo o homem (os pagãos) considerava pecado o trabalho aos domingos.” Church History, de Neander, p. 186.
Quem pela primeira vez promulgou por lei de observar o Domingo?
* Constantino o Grande.
“A mais antiga documentação relativa ao culto aos Domingo como imposição legar é o édito de Constantino, em 321 A. D., que decreta que as cortes de justiça, os habitantes da cidades e o comércio em geral, devessem repousar ao Domingo (venerabili die Solis) exceptuando-se apenas os que se empenhavam em trabalhos agrícolas.” – Enciclopédia Britânica, nona edição, artigo Domingo.
“Constantino o Grande fez uma lei para todo o Império, (321 A. C.), instituindo que o Domingo fosse observado como dia de repouso em todas as cidades e vilas; mas permitindo que os camponeses prosseguissem nos seus trabalhos.” – Enciclopédia Americana, artigo Sábado.
A que obrigava a Lei de Constantino?
“Que os juízes e o povo das cidades, bem como os comerciantes, repousem no venerável dia do Sol. Aos moradores dos campos, porém, concede-se atender livre e desembaraçadamente aos cuidados da sua lavoura, visto suceder frequentemente não haver dia mais adequado à sementeira e ao plantio das vinhas, pelo que não convém deixar passar a ocasião oportuna e privar-se a gente das provisões deparadas pelo Céu.” Édito de 7 de Março de 321, A. D., Corpus Júris Civilis cord., Liv. 3, Tit. 12,3.
Que testemunho dá Eusébio (270-336), célebre bispo e admirador de Constantino, reputado historiador eclesiástico?
“Todas as coisas, sejam quais forem, que era dever fazer ao Sábado, nós as transferimos para o dia do Senhor (Domingo).” – Commentary on the Psalms, Cox´s Sabbath Literature, Vol. 1, p. 361.
Nota: A mudança do Sábado foi o resultado dos esforços conjugados da Igreja e do Estado, e passaram-se séculos antes desta concertação.
Em que Concílio a Igreja proíbe o Sábado e adopta o Domingo?
“O sétimo dia, Sábado, foi… Cristo prestava culto neste dia, igualmente os Apóstolos e os Cristãos Primitivos, até ao Concílio de Laodicéia, de certo modo, foi neste Concílio que foi abolido inteiramente a sua observância… O concílio de Laodicéia (364 A. D.)… estabeleceu pela primeira vez a observância do dia do Senhor.” – Dissertation ond the Lord´s Day Sabbath de Prynne, p. 163.
História das primeiras denegações Bíblicas
* “Os Cristãos não deverão judaizar e permanecer ociosos no Sábado, mas trabalharão nesse dia… Se, porém, forem achados a judaizar (observar o Sábado), serão separados de Cristo.” History oh the Conusils of the Church, de Hefele, Vol. 2, p. 316.
“Em 386, sob Graciano. Valenciano e Teodósio, foi decretado que todo o litígio e trabalho devessem cessar (ao domingo) …
“Entre as doutrinas prescritas em carta do Papa Inocêncio I, escrita no último ano do seu pontificado (416), lê-se que o Sábado devia ser observado como dia de jejum…
“Em 425, sob Teodósio o Jovem, foi remendada a abstenção de ir a teatros e circos (aos domingos) …
“Em 538, no Concílio de Orleans, … foi ordenado que tudo quanto era previamente permitido ao Domingo fosse legar; mas houvesse abstenção do trabalho de arar a terra, ou nas vinhas, derrubadas, colheitas, debulha, plantação e cercas, a fim de que o povo pudesse mais facilmente frequentar a igreja…
“No ano 590 o Papa Gregório, em carta ao povo romano, denunciou como profetas do anticristo os que mantivessem que se não devia trabalhar no sétimo dia.” Law of Sunday, por James T. Ringgold, ps. 265-267.
Nota: A última citação é demonstrativa que no ano de 590 havia na Igreja os que ensinavam a respeitar o Sábado, o sétimo dia.
De quem diz a Bíblia que somos servos?
(Romanos 6:16) – Não sabeis vós que a quem vos apresentardes por servos para lhe obedecer, sois servos daquele a quem obedeceis, ou do pecado para a morte, ou da obediência para a justiça?
Quando o Senhor Jesus fosse tentado a adorar Satanás, qual foi a Sua resposta?
(Mateus 4:10,11) – Então disse-lhe Jesus: Vai-te, Satanás, porque está escrito: Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás. Então o diabo o deixou; e, eis que chegaram os anjos, e o serviam.
Que pensam os Católicos dos Protestantes por estes observarem o Domingo?
“Foi a Igreja Católica que, por autorização de Jesus Cristo, transferiu este repouso para o Domingo, em comemoração da ressurreição de nosso Senhor. Assim, a observância do Domingo pelos Protestantes é uma homenagem que, contra si próprios, prestam à autoridade da Igreja (Católica).” – Plain Talk About Protestantism f Today, por Mons. Ségur, p. 213
Como se refere o Senhor Jesus ao culto que não está em conformidade com os Mandamentos de Deus?
(Mateus 15:9) – Mas, em vão me adoram, ensinando doutrinas que são preceitos dos homens.
Quando Israel apostatou, e o culto a Baal se generalizou, qual foi o apelo de Elias?
(I Reis 18:21) - Então Elias se chegou a todo o povo, e disse: Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o SENHOR é Deus, segui-o, e se Baal, segui-o.
Conclusão: Em tempos de ignorância Deus tolera o que de outro modo seria pecado; mas quando a Sua luz chega e anuncia a todos os homens e em todo o lugar que se arrependam. Qual deve ser a atitudes que este devem tomar?

Qual será a sua decisão?

terça-feira, 16 de março de 2010

ESTRATÉGIA DA PONTA PEQUENA – LEI E GRAÇA (II)

Terminamos o nosso estudo com uma pergunta: Quem são este dois grupos?
Recebi algumas respostas muito interessantes, não nos vamos deter nelas. Entremos no nosso assunto que se relaciona com o ataque a Lei de Deus.
1. O primeiro grupo: a atacar a lei de Deus é o humanismo secular. Vivemos numa sociedade muito secularizada. Poucas pessoas acreditam em absolutos morais. A nossa sociedade acredita que qualquer coisa é aceitável.
O secularismo acha que encontrou liberdade fora das restrições morais da lei de Deus. mas, na realidade, a sociedade secular perde. As leis forma pensadas para proteger a nossa felicidade e o nosso bem-estar. Deus não está a tentar ser desmancha-prazeres. Ele sabe que a única forma de encontrar verdadeiramente a felicidade é aceitá-l´O, e seguir o Seu caminho da vida, tal como está declarado na Sua lei. Porque é que hoje em dia existe tanto crime, lares desfeitos e vidas destroçadas? Porque nos ensinaram que não existem absolutos morais, que podemos fazer tudo aquilo que é correcto. Deus não quer que a nossa vida fique marcada pela transgressão. É claro que Ele nos perdoa quando pecamos, desde que nos arrependamos e recorramos a Ele. Mas, muitas vezes, não se pode dar a volta à dor e às marcas.
2. O segundo grupo: atacou a lei de Deus pode surpreendê-lo/a. Surgiu de um grupo oposto ao humanismo secular. Este ataque veio de algumas igrejas cristãs. Deixe-me explicar porque é que eu digo isto. Alguns cristãos têm ensinado concepções perigosas que levam muitos a supor que a lei de Deus foi abolida, e que a lei dos dez mandamentos já não existe. Isto tem tido consequências negativas.
Em alguns círculos cristãos existem quatro ensinos falsos que levam as pessoas a desobedecer às leis de Deus. Quero abordar consigo cada um deles, para que possa estar consciente e saiba o que a Bíblia diz acerca deles, pois fazem parte da estratégia da ponta pequena para levar as pessoas a pensar que a lei foi alterada.
O primeiro ensino falso é muitas vezes expresso desta forma: “Como somos salvos pela graça, já não precisamos de guardar a lei de Deus.” Esta é outra artimanha do inimigo para nos levar a escolher o pecado.
A salvação pela graça é uma licença para pecar? O que é que a Bíblia diz: Romanos 6:1-2 “Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele?”
Nota: Não estamos autorizados a transgredir a lei de Deus (lembre-se que esta é a única definição bíblica de pecado) quando estamos sob a graça.
Romanos 6:14-15 “Pois o pecado não terá domínio sobre vós, porquanto não estais debaixo da lei, mas debaixo da graça. Pois quê? Havemos de pecar porque não estamos debaixo da lei, mas debaixo da graça? De modo nenhum.”
Nota: A graça não nos liberta da responsabilidade de obedecer. Aos sermos salvos pela graça somos ainda mais responsáveis por obedecer.
Vou utilizar uma ilustração. Imagine que um polícia o manda parar por excesso de velocidade. Está sob a lei, infringiu a lei e agora está a ser responsabilizado pelas suas acções. Mas você está muito arrependido e diz isso ao polícia. O polícia responde: “Vejo que está muito arrependido. Vou perdoar-lhe o seu crime. Agora, não se esqueça disto, você é culpado por ter infringido a lei, mas vou ter misericórdia de si. Não precisa de pagar a multa. Pode ir-se embora.” Você fica muito agradecido e muito contente por não ter de pagar uma multa. Agora está sob a lei ou sob a graça? (Resposta: graça). O polícia concedeu-lhe graça. Assim, o que é que vai fazer a seguir? Acelera fortemente pela estrada fora e excede o limite de velocidade de novo? Está sob a graça, não está? Agora já não tem de se preocupar em respeitar essa velha lei do limite de velocidade, pois não? É isso que este falso ensino diz. Mas a verdade é que você não acelera. Na realidade, é até mais cuidadoso do que antes porque agora está sob a graça. Ouça.
Quando experimenta a graça de Deus, salvando-nos dos nossos pecados, não desatamos a cometer pecados voluntários. Somos mais cuidadosos porque estamos sob a graça. Sabemos que a graça custou a vida de Jesus na cruz. Não queremos pecar. E mesmo que desejemos pecar, optamos por não seguir essa tentação, porque amamos Jesus pelos que Ele fez por nós.
• O segundo ensino que desvia as pessoas da obediência à lei de Deus diz: “Hoje não temos de guardar os dez mandamentos. Agora estamos sob a lei do amor.” Vamos ver a palavra de Deus.
Mateus 22:35-40
“35 e um deles, doutor da lei, para o experimentar, interrogou-o, dizendo:
36 Mestre, qual é o grande mandamento na lei?
37 Respondeu-lhe Jesus: Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento.
38 Este é o grande e primeiro mandamento.
39 E o segundo, semelhante a este, é: Amarás ao teu próximo como a ti mesmo.
40 Destes dois mandamentos dependem toda a lei e os profetas.”
Nota: Aqui a frase chave está no verso 40. “Destes dois mandamentos depende toda a lei.” O amor a Deus e ao nosso próximo resume os dez mandamentos. Os primeiros quatro mandamentos dizem-nos como amar a Deus. Os últimos seis mandamentos dizem-nos como amar o nosso próximo. Se não fossem os dez mandamentos, não saberíamos como amar Deus ou o Homem. Sim, devemos amar. Mas Jesus não disse que isso aboliria os Seus mandamentos. Ele apenas chamou a atenção dos judeus, que tinham esquecido o amor, para o facto de que os mandamentos de Deus nos dizem como amar Deus e os homens.
3. O terceiro ensino: que leva as pessoas a pensar que a lei de Deus foi alterada diz: “Jesus guardou a lei e por isso nós não precisamos de a guardar.” Este é semelhante a dizer que “Não estamos sob a lei mas sob a graça.” Vamos ver em Mateus 14:15 “Se me amardes, guardareis os meus mandamentos.”
Nota: Jesus diz que quer que nós guardemos os Seus mandamentos se O amamos. Isto está claro.
1ª João 5:2,3 “ Nisto conhecemos que amamos os filhos de Deus, se amamos a Deus e guardamos os seus mandamentos. Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos; e os seus mandamentos não são penosos.”
Nota: Se amamos verdadeiramente Jesus, obedecer à Sua lei não será um fardo, porque queremos amar Deus e o nosso próximo.
4. O quarto ensino: é, provavelmente, um doa mais perigosos porque ensina que há duas formas de nos salvarmos. Afirma que existem duas “dispensações” nas quais as pessoas no Velho Testamento eram salvas por guardar a lei e no Novo Testamento pela graça. O que é que a Bíblia diz acerca disto?
João 14:6 “Respondeu-lhe Jesus: Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim.”
Nota: Só existe uma forma de ganhar a vida eterna que é através de Jesus. Nenhuma pessoa do Velho Testamento foi salva pelas obras.
Génesis 6:8 “Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor.”
Êxodo 33:17 “Ao que disse o Senhor a Moisés: Farei também isto que tens dito; porquanto achaste graça aos meus olhos, e te conheço pelo teu nome.”
Nota: Noé e Moisés encontraram a graça.
Hebreus 4:2 “Porque também a nós foram pregadas as boas novas, assim como a eles; mas a palavra da pregação nada lhes aproveitou, porquanto não chegou a ser unida com a fé, naqueles que a ouviram.”
Nota: “Eles” refere-se às pessoas que viveram no Velho Testamento (ver Heb. 3:16-19; 4:1,2). O Evangelho foi pregado a eles tal como é pregado a nós.
Existe apenas uma forma de ganhar a vida eterna que é através do sangue derramado de Jesus. As pessoas do Velho Testamento encaravam o futuro através da fé na cruz. Nós, que vivemos no Novo Testamento, olhamos para trás através da fé na cruz. Mas, estando salvos, todos obedecemos.
Assim, pode constatar que as quatro razões, que algumas pessoas dão para não obedecer aos dez mandamentos, não estão de acordo com a palavra de Deus. temos de estar atentos. Agora que sabemos o que a Bíblia diz acerca da estratégia de Satanás, podemos ver que isso faz apenas parte do seu plano para nos manter no pecado. Ele não quer que sintamos a necessidade de um Salvador; e não quer que paremos de pecar, porque quer que recebamos o salário do pecado – a morte.
Não está agradecido/a por não sermos salvos pelas nossas obras? Todos estaríamos perdidos, porque todos pecamos. Não está agradecido/a porque a salvação pela graça significa que, em Jesus, podemos obedecer-Lhe através do Seu poder e amor?
Tome a sua decisão. Sei que nem sempre é fácil, sei também por experiência pessoal que do Alto vem o poder que necessitamos para ser fiéis e viver na graça. Amem.

domingo, 14 de março de 2010

ESTRATÉGIA DA PONTA PEQUENA – LEI E GRAÇA

O nosso estudo de hoje aborda a estratégia utilizada pelo diabo para enganar as pessoas nos últimos dias. Antes de começar rogue a Deus a Sua presença.
Nu estudo anterior, vimos quem é que a Bíblia identifica como sendo a ponta pequena de Daniel 7 e a besta de Apocalipse 13. Hoje, queremos examinar de perto a estratégia que Deus diz que a ponta pequena irá usar para enganar as pessoas nos últimos dias. Podemos ler acerca disso em Daniel 7:25: “Proferirá palavras contra o Altíssimo, e consumirá os santos do Altíssimo; cuidará em mudar os tempos e a lei; os santos lhe serão entregues na mão por um tempo, e tempos, e metade de um tempo.”
Nota: A frase chave que revela a estratégia de Satanás é: “e cuidará em mudar os tempos e a lei.” Satanás empreendeu um ataque intenso contra Deus, a Sua lei e o Seu povo leal. Diz aqui que ele blasfema contra Deus, destrói os santos do Altíssimo e ataca a lei de Deus.
A questão óbvia é: Por que razão quer o diabo mudar a lei de Deus? hoje vamos responder a essa pergunta, porque a resposta revela a estratégia de Satanás para enganar milhões de pessoas. Não necessitam de ser enganados porque a Bíblia revela claramente a sua estratégia. É por isso que é tão importante estudar a Bíblia, tal como estamos a fazer.
Vamos ver o que a Bíblia diz acerca da razão por que Satanás quer que as pessoas pensem que a lei foi alterada. Vamos abrir a Bíblia em 1ª João 3:4: “Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na rebeldia, pois o pecado é rebeldia.”
Nota: O que é o pecado? O pecado é a transgressão da lei de Deus (ou “iniquidade”, segundo a tradução Ferreira de Almeida.) Ao mudar a lei de Deus, Satanás tenta confundir-nos acerca do que é o pecado. Hoje em dia há pessoas que pensam que matar não é pecado, que a imoralidade sexual e a perversão não são pecado, que roubar não é pecado. Isso é exactamente aquilo que o diabo quer. Ele quer que pensemos que a lei de Deus foi alterada e que o pecado não existe.
Porque é que ele não quereria que soubéssemos o que é pecado? Duas razões.
1. Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”
Nota: “o salário do pecado é a morte.” Satanás quer que morramos. Quer que continuemos em pecado deliberado e voluntário para que recebamos a penalidade da morte eterna no fogo do inferno. Ele odeia Deus e que magoá-l´O levando o máximo número de pessoas a perder-se. Por isso, ele tenta que continuemos em pecado.
Já imaginou quantos crentes evangélicos amam a Jesus? No entanto, enganados por Satanás (e por seus líderes que sabem que a Lei dos Dez Mandamentos não foi abolida, mas dizendo o contrário tornam-se servos do diabo) caminham no erro? Falam de Jesus, cegos no entanto por aquele que enganou Eva, comem da mesma comida e dão a comer? Que triste! Sinto um enorme sofrimento ao pensar como isto pode acontecer.
2. Romanos 6:23 “Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus nosso Senhor.”
Nota: “Mas o dom garotito de Deus é a vida eterna, por Cristo Jesus, nosso Senhor.” Apesar de todos termos pecado e merecermos morrer no fogo do inferno, Deus deu o Seu Filho para pagar pelos nossos pecados. O Seu Filho morreu na cruz para que não tivéssemos de morrer pelos nossos pecados. Mas temos de fazer alguma coisa para que a Sua morte não tenha sido em vão. Repare que não podemos ganhar a salvação, ela é um “dom de Deus.” Mas temos de dar a nossa vida totalmente a deus e aceitá-l´O como Senhor e Salvador.
No entanto, a única forma de sentirmos a necessidade de um Salvador é reconhecermos, primeiramente, que somos pecadores. O que é que Deus usa para nos dizer que somos pecadores?
Romanos 7:7 “Que diremos pois? É a lei pecado? De modo nenhum. Contudo, eu não conheci o pecado senão pela lei; porque eu não conheceria a concupiscência, se a lei não dissesse: Não cobiçarás.”
Nota: Se Satanás muda a lei, então pode fazer-nos pensar que não estamos a pecar e que não precisamos de um Salvador. É por isso que ele quer “mudar os tempos e a lei”. Está em jogo a vida eterna. É um assunto grave.
Vamos refrescar a memória e ver o que a lei de Deus diz
Êxodo 20:3-17:
“3 Não terás outros deuses diante de mim.
4 Não farás para ti imagem esculpida, nem figura alguma do que há em cima no céu, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra.
5 Não te encurvarás diante delas, nem as servirás; porque eu, o Senhor teu Deus, sou Deus zeloso, que visito a iniquidade dos pais nos filhos até a terceira e quarta geração daqueles que me odeiam.
6 e uso de misericórdia com milhares dos que me amam e guardam os meus mandamentos.
7 Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão; porque o Senhor não terá por inocente aquele que tomar o seu nome em vão.
8 Lembra-te do dia do sábado, para o santificar.
9 Seis dias trabalharás, e farás todo o teu trabalho;
10 mas o sétimo dia é o sábado do Senhor teu Deus. Nesse dia não farás trabalho algum, nem tu, nem teu filho, nem tua filha, nem o teu servo, nem a tua serva, nem o teu animal, nem o estrangeiro que está dentro das tuas portas.
11 Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou.
12 Honra a teu pai e a tua mãe, para que se prolonguem os teus dias na terra que o Senhor teu Deus te dá.
13 Não matarás.
14 Não adulterarás.
15 Não furtarás.
16 Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.
17 Não cobiçarás a casa do teu próximo, não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma do teu próximo.”
Já reparou se confere com a sua Bíblia? Deve conferir sempre.
Nota: estes são os mandamentos. O seu significado é óbvio. Mas tem havido um ataque a estas lei por parte de dois grupos.
Vou terminar aqui. Dividimos o estudo em duas partes, antes porém, deixe-me fazer-lhe uma pergunta:
Quem são estes dois grupos?
Resposta:
Envie para o meu e-mail: karlos7kosta@gmail.com

CLICAR

quinta-feira, 11 de março de 2010

SERÃO AS PROFECIAS BÍBLICAS CERTAS. PORQUE DEMORA JESUS?

Durante a II Guerra Mundial, os combatentes da resistência em França acreditavam que a ocupação nazi era temporária. Estes bravos homens e mulheres lutaram arduamente e sofreram torturas quando eram capturados, mas eles continuaram a sua campanha de forma persistente contra as terríveis dificuldades, estimulados pela fé de que as forças aliadas algum dia iriam chegar e libertar a França de seus opressores cruéis.
Mas como os dias se transformaram em semanas, e então em meses e em anos, alguns combatentes cansaram-se da vida de resistência constante e de se esconder. Para muitos, começou a parecer que os Aliados nunca viriam – que eles estavam ocupados demais lutando contra os nazis  noutras frentes. Parecia-lhes que a França estava condenada a ficar sob o controlo do inimigo.
Com o tempo, alguns combatentes da liberdade descobriram que era muito mais fácil para eles cooperarem com os alemães. Eles até começaram a fazer amizade com os seus opressores e a trair os seus compatriotas franceses em troca de favores e posição. Então, de repente, veio o dia “D”. A França foi libertada, e os combatentes da liberdade que perseveraram até o fim foram heróis, e os traidores foram publicamente humilhados e até mortos.
Lidando com a Demora
Será que os eventos finais da Igreja se assemelham àqueles na França durante a II Guerra Mundial?
Um dos maiores perigos que enfrenta o povo de Deus nos últimos dias não é o momento de dificuldade, nem é a ameaça de prisão, tortura ou fome. Pelo contrário, é a aparente demora da volta do Senhor, que levará a uma apatia paralisante entre os crentes professos. Para muitos, parece mais fácil se juntar ao mundo do que rejeitá-lo. Mas advertimos: “Mas, se aquele servo, sendo mau, disser consigo mesmo: Meu senhor demora-se, e passar a espancar os seus companheiros e a comer e beber com ébrios, virá o senhor daquele servo em dia em que não o espera e em hora que não sabe“ (Mateus 24:48-50).
O mau servo diz no seu coração: “Meu senhor tarda em vir.” Não é um anúncio externo, é uma erosão interna de sua fé. Esta perda da crença no retorno de seu Mestre em breve poderá ser evidente em tudo, desde a freqüência esporádica à igreja até o dar menos ofertas para a missão. Logo ele começa a espancar os seus conservos (principalmente com a língua) e comer e beber com os bêbados (encontrando sua amizade e diversão no mundo). Finalmente, o servo mau espera que seu mestre não venha, porque ele se alinhou com o inimigo.
Anunciado por Cristo
O dia da volta de Cristo tem demorado mais do que a maioria esperava, mas isso não deve nos surpreender. A Palavra de Deus anunciou este atraso e a reação geral que causaria. “Sabendo primeiro isto, que virão escarnecedores nos últimos dias, andando segundo as suas próprias concupiscências, E dizendo: Onde está a promessa da sua vinda? Porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o início do criação” (2 Pedro 3:3-4).
Você vê a conexão entre o duvidar de sua vinda e o caminhar após nossas próprias concupiscências? Nós estaremos em perigo se alguma vez deixar-mos de acreditar e de anunciar o retorno iminente de Jesus!
Por outro lado, a fé na vinda iminente de Jesus tem um efeito santificante. “Por essa razão, pois, amados, esperando estas coisas, empenhai-vos por serdes achados por ele em paz, sem mácula e irrepreensíveis,” (2 Pedro 3:14). E 1 João 3:3 afirma: “E todo aquele que tem essa esperança em Cristo purifica-se a si mesmo, assim como Cristo é puro”. Não podemos perder a fé em sua promessa, “Virei outra vez”.
“Mas aquele que perseverar até o fim, esse será salvo” (Mateus 24:13). Apenas aqueles que amam profundamente a sua vinda vão resistir até o final desta prova, somente os que tiverem “a paciência dos santos” (2 Timóteo 4:8, Apocalipse 14:12).
Por favor, não esqueça que imediatamente depois de Jesus ter anunciado os sinais de Sua vinda em Mateus 24, Ele amplia esses ensinamentos com a parábola das dez virgens. “E tardando o noivo, cochilaram todas, e dormiram” (Mateus 25:5). Jesus nos advertiu que haveria um tempo de tardança.
Estou dizendo isso porque uma aparente demora foi profetizada e devemos por isso sentar e assistir os anos passarem? Deus nos livre! Eu estou dizendo que nós temos estado no tempo de atraso, há muitos anos. Estamos quase no fim, e muitos parecem estar prestes a perder o coração e jogar a toalha antes do sino passado. “Não nos cansemos de fazer o bem. Pois, se não desanimarmos, chegará o tempo certo em que faremos a colheita” (Gálatas 6:9, NTLH).
À igreja de Deus dos últimos dias tem sido dada a mensagem mais preciosa que já foi confiada aos mortais. Agora, mais do que nunca, não podemos perder nossas amarras e ficarmos a deriva pelo mundo. Jesus está para vir!
Em suma, devemos esperar e nos preparar para este segundo advento de Cristo! Estes avisos foram escritos de forma que devemos estar despertos e prontos, com o petróleo em nossos navios.
Lições de Noé
Mateus 24:37 nos lembra que “Como foi nos dias de Noé, assim também será na vinda do Filho do homem”.
Nos dias de Noé, muitos acreditavam na sua primeira mensagem de julgamento iminente e ainda o ajudaram a preparar a arca. Mas quando o tempo passou e a inundação prevista não chegou, eles perderam a fé e se juntaram às fileiras dos escarnecedores.
Eclesiastes 8:11 declara: “Visto como se não executa logo a sentença sobre a má obra, o coração dos filhos dos homens está inteiramente disposto a praticar o mal”. Há aqueles que dizem – não apenas em seus corações, mas no seu comportamento – “Meu Senhor atrasou Sua vinda.” Como nos dias de Noé, aqueles que tiveram grande luz irão revelar sua inconsistência. Porque a vinda de Cristo foi há muito anunciada, eles concluem que há um equívoco em relação a esta doutrina. Mas o Senhor diz: “Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará.” (Habacuque 2:3).
Duas formas de lidar com a Demora
Há dois provérbios populares ainda que conflitantes que descrevem como as pessoas geralmente respondem a um atraso. O primeiro é “A ausência faz o coração crescer mais afeiçoado”, e o segundo é “Longe da vista, longe do coração”. Estas atitudes opostas são evidentes nos seguintes exemplos de Saul e Davi.
Este último provérbio é ilustrado pela história de Saul em Gilgal (1 Samuel 13:1 a 14). O Senhor disse ao rei Saul para esperar sete dias antes de se aventurar na batalha. No final da semana, o profeta Samuel foi se encontrar com Saul em Gilgal para apresentar uma oferta ao Senhor e interceder pelas tropas. Mas por alguma razão, Samuel demorou. O povo tinha se tornado inquieto pela espera e estava começando a desanimar e a abandonar o exército, então Saul sentiu-se justificado para desrespeitar o comando de Samuel. Ele impacientemente tomou as coisas em suas próprias mãos e alterou as regras, usurpando a posição do sacerdote, e oferecendo um sacrifício.
As Escrituras declaram: “Mal acabara ele de oferecer o holocausto, eis que chega Samuel…” (1 Samuel 13:10). Se apenas Saul esperasse mais um pouco! Assim, muitos desistem pouco antes da linha de chegada. Assim, muitos ambém abandonarão a igreja pouco antes de Jesus voltar. Ralph Waldo Emerson disse: “Um homem não é um herói porque ele é mais corajoso do que algum outro, mas porque ele é corajoso por dez minutos a mais”
Quando Samuel chegou, Saul foi ao encontro dele. “Então, disse Samuel a Saul: Procedeste nesciamente em não guardar o mandamento que o SENHOR, teu Deus, te ordenou; pois teria, agora, o SENHOR confirmado o teu reino sobre Israel para sempre. Já agora não subsistirá o teu reino. O SENHOR buscou para si um homem que lhe agrada e já lhe ordenou que seja príncipe sobre o seu povo, porquanto não guardaste o que o SENHOR te ordenou” (1 Samuel 13:13-14). Deus permitiu esse atraso para testar a Saul, e quando o rei tornou-se impaciente, ele perdeu a fé e falhou no teste. Assim, ele perdeu o reino. Temo que isso esteja acontecendo com muitos nestes últimos dias.
Creio que um dos motivos pelo qual o Senhor está permitindo este tempo de tardança é para peneirar Seus servos verdadeiros dos falsos e para separar o trigo de precioso valor do joio.
Agora vamos contrastar a experiência de Saul com a resposta de Davi à demora. Muitos anos se passaram entre o tempo em que Davi foi ungido por Samuel para ser rei até ele ser realmente coroado. Durante esses anos, Davi esperou por Deus para dar-lhe a coroa de Saul. Ele teve várias oportunidades de tornar-se impaciente e tomar as rédeas em suas próprias mãos. Em mais de uma ocasião, Davi segurou a vida de Saul como um pássaro indefeso em suas mãos. Tudo o que ele tinha que fazer era dizer uma palavra e Saul seria morto, e ele instantaneamente se tornaria rei. Mas Davi esperou pacientemente pelo tempo de Deus.
“Disse mais Davi: Como vive o Senhor, ou o Senhor o ferirá, ou chegará o seu dia e morrerá, ou descerá para a batalha e perecerá” (1 Samuel 26:10-11). Davi não entendia a demora, mas ele confiava na promessa de Deus: “Você vai ser o rei!” E a sua paciência foi ricamente recompensada.
Aproxima-se a Terra Prometida
O atraso tende a deixar um vácuo que deve ser preenchido – seja com fé e paciência ou com esforço pessoal para mudar a situação, talvez até mesmo criando um novo deus.
Êxodo 32:1 diz: “Mas, vendo o povo que Moisés tardava em descer do monte, acercou-se de Arão e lhe disse: Levanta-te, faze-nos deuses que vão adiante de nós; pois, quanto a este Moisés, o homem que nos tirou do Egito, não sabemos o que lhe terá sucedido”. Esta história dos filhos de Israel fazerem um bezerro de ouro é um dos exemplos mais marcantes das tendências atuais, e temo que ele está prestes a ser repetido pelo povo de Deus, ao aproximar-se a terra prometida.
Nesta passagem, Moisés é um tipo de Jesus. Moisés disse: “O SENHOR, teu Deus, te suscitará um profeta do meio de ti, de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás” (Deuteronômio 18:15). Quando Moisés foi chamado até a montanha para receber as tábuas de pedra do Senhor, disse ele ao povo que iria voltar. Mas, evidentemente, ele não disse exatamente quando. Eles nunca sonharam que levaria tanto tempo. “Quarenta dias? Porque, se demorou menos do que isso as 10 pragas e o êxodo do Egito!”
No entanto, Moisés tardava, e para alguns o inesperado atraso era insuportável. Arão disse-lhes: “Tirai as argolas de ouro das orelhas de vossas mulheres, vossos filhos e vossas filhas e trazei-mas. Então, todo o povo tirou das orelhas as argolas e as trouxe a Arão. Este, recebendo-as das suas mãos, trabalhou o ouro com buril e fez dele um bezerro fundido. Então, disseram: São estes, ó Israel, os teus deuses, que te tiraram da terra do Egito” (Êxodo 32:2-4).
Antes dos filhos de Israel sairem do Egito, Deus lhes permitiu saquear os egípcios, como pagamento por seus anos de serviços não remunerados. Pouco tempo depois, no Monte Sinai, descobrimos que eles estavam vestindo orgulhosamente o seu dinheiro para expor as suas riquezas.
Soa familiar? Quase posso ouvir as desculpas usadas pelos filhos de Israel para persuadir Arão para o pecado. “Os jovens estão a ficar inquietos e estão clamando para voltarem para o Egito. Precisamos fazer alguns compromissos ou vamos perdê-los!” Na sua inquietação, começaram a retornar aos estilos de culto pagão dos povos em torno deles.
Será que estamos cometendo o mesmo erro hoje em dia? Como viajo pela América do Norte e visito várias igrejas e universidades, parece que os padrões cristãos para uma vida santa não são muito diferentes dos do mundo. Quando pergunto a alguns líderes porque não mantém a linha, eles geralmente respondem, “Precisávamos fazer alguns ajustes para alcançar a juventude”.
Êxodo 32:6 diz: “No dia seguinte, madrugaram, e ofereceram holocaustos, e trouxeram ofertas pacíficas; e o povo assentou-se para comer e beber e levantou-se para divertir-se.” Os filhos de Israel fizeram uma rápida transição do culto para a diversão. Isto pode acontecer conosco? Tem isto acontecido conosco? Nosso culto sagrado, que deveria ser dedicado com reverência, oferecendo adoração a um Deus santo e o ensino da doutrina bíblica, tem, em alguns casos se desencaminhado em profanas festas para entreter o rebanho.
“Ora, ouvindo Josué a voz do povo que jubilava, disse a Moisés: Alarido de guerra há no arraial” (Êxodo 32:17). Na verdade, a guerra teria sido preferível ao que realmente estava acontecendo! O que deveria ter sido um louvor que chamava os anjos para se aproximarem, se degenerou no que Josué interpretou como o som confuso e desconcertante de uma guerra. Mas Moisés disse: “…Não parece um barulho de vitória, nem um grito de derrota; o que estou ouvindo é gente cantando.” (Êxodo 32:18 NTLH).
Se o povo estivesse gritando louvores pela vitória sobre o pecado e para a alma vencida, teria sido bom. Ou mesmo se estivessem chorando em arrependimento, por terem cedido à tentação, isso teria sido preferível. Jesus diz em Apocalipse 3:15, “Quem dera fosses frio ou quente.”
Mas, se levantarem e darem uma festa em um momento tão solene? Moisés estava prestes a descer a montanha com um concerto do Todo-Poderoso, escrito de próprio punho. O povo de Deus tinha se cansado de esperar e, quando Moisés retornou eles estavam despreparados. Como resultado, alguns foram executados, e alguns exaltados. Isso vai acontecer novamente. “Por isso, ficai também vós apercebidos; porque, à hora em que não cuidais, o Filho do Homem virá.” (Mateus 24:44).
Vamos Apenas Esperar?
Muitos anos atrás, na Nova Inglaterra, quando os marinheiros saiam ao mar nos navios mercantes ou nos navios baleeiros, o testemunho de uma cena tocaria o estaleiro. Enquanto os marinheiros lançavam suas despedidas as suas esposas e filhos, eles prometiam um retorno seguro com presentes exóticos dos portos distantes. Tais viagens muitas vezes levavam semanas ou até meses, e o tempo exato de retorno era impossível de prever.
Muitas mulheres diziam: “Vou manter uma luz acesa na janela, até você chegar em casa.”
A parte mais difícil dessa separação era o silêncio. Isso foi antes da época dos telefones ou do serviço normal dos correios, por isso, sempre que qualquer novo navio entrava no porto, as esposas corriam para o cais e perguntavam: “Você tem alguma notícia do navio do meu marido?”
Às vezes, os capitães dos navios alargavam as suas viagens para a Califórnia, a fim de obterem mais lucros. O Canal do Panamá ainda não tinha sido construído, assim um desvio poderia alongar a jornada em meses ou anos! Enquanto isso, as mulheres dos marinheiros, às vezes se cansavam de esperar e apagavam a luz na janela. Algumas declaravam seus maridos como mortos para que elas pudessem se casar com outros. Outras, no desespero, deixavam de cuidar de seus filhos ou limpar a casa.
Há um provérbio fiel que diz, “As mulheres que amam seus maridos, a maioria espera o melhor.” Eu li de uma mulher fiel que manteve acesa a luz em sua janela por todas as noites, durante 50 anos – até sua morte – por um marido que nunca mais voltou do mar.
Quando um navio retornava após uma viagem excepcionalmente longa, um drama agridoce era exibido no cais! Alguns marinheiros cumprimentam suas esposas e filhos com alegria indizível, longos abraços e muitos presentes. Outros, na angústia e lágrimas, jogavam seus presentes para o mar, ao ouvirem que suas esposas não os tinha esperado, mas tinham tomado outro marido. Quão embaraçoso e humilhante deve ter sido para as mulheres impacientes quando souberam que seus maridos tinham retornado, como prometido, com sua bagagem cheia de dinheiro e tesouros – apenas para encontrá-las nos braços de outro.
Amigo, como vai Jesus nos encontrar quando Ele vier?
“O SENHOR me respondeu e disse: Escreve a visão, grava-a sobre tábuas, para que a possa ler até quem passa correndo. Porque a visão ainda está para cumprir-se no tempo determinado, mas se apressa para o fim e não falhará; se tardar, espera-o, porque, certamente, virá, não tardará. Eis o soberbo! Sua alma não é reta nele; mas o justo viverá pela sua fé.” (Habacuque 2:2-4).
O servo mal e o escarnecedor culparão a Deus pelo atraso (Mateus 24:48; 2 Pedro 3:3-4). Acabe similarmente acusou a Elias, quando lhe perguntou: “És tu o perturbador de Israel?” (1 Reis 18:17).
É fácil culpar a Deus ou outra pessoa, mas talvez a culpa recaia sobre nós por não levarmos a sério a grande comissão evangélica. Por este motivo, Deus em Sua misericórdia adiou sua vinda.
Que Deus amoroso! Ele ama cada pessoa na Terra tanto quanto Ele ama você e eu, e Ele é longânimo, não querendo que ninguém pereça (2 Pedro 3:9). Ele queria vir há muitos anos, mas a sua misericórdia para aqueles que não ouviram e os que não acreditam tem atrasado o seu retorno.
Um escritor cristão afirmou: “É a incredulidade, o mundanismo, a não consagração e a contenda entre o professo povo do Senhor que nos tem mantido neste mundo de pecado e tristeza por tantos anos”. O teste básico nesses últimos dias vai ser a fé no mestre – a fé em seu retorno, em Sua Palavra, e em Sua promessa: “E, quando eu for e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para mim mesmo, para que, onde eu estou, estejais vós também.” (João 14:3).
Temos de colocar diariamente a nossa fé n’Ele através da oração, estudo e serviço. Mantenha a fé! Jesus está voltando em breve. A demora está quase a acabar! “Quem é, pois, o servo fiel e prudente, a quem o senhor confiou os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Em verdade vos digo que lhe confiará todos os seus bens.” (Mateus 24:45-47).
Que a nossa oração seja: “Vem, Senhor Jesus”.